17/05/2017

Góticos: Religião e Simbolismo


O gótico/darkwave é uma sub-cultura laica, ou seja, não é integrada à qualquer religião. Alguns pensam que os góticos estão diretamente ligados ao esoterismo ou anticristianismo. Embora cada indivíduo que integra-se à mesma, é livre para a escolha de crenças em qualquer tipo de deus. Porém, no gótico não se encontram pessoas dispostas a seguirem religiões que impliquem no apego a qualquer tipo de dogmas, ou seja, religiões opressoras que impedem pessoas de agirem de acordo com o que realmente pensam, regras onde propõem o que se deve vestir, ler, crer ou fazer.

Os tidos ''wannabes'' - Uma gíria entre pessoas da sub-cultura gótica, que em sua semântica refere-se a um determinado sujeito novo, curioso e, mais diretamente, que "quer 'ser'" parte da mesma - geralmente seguem à risca presunçosa e equivocada em denominarem aos outros pertencentes à ela apenas como Ateus, Wiccas, Pagãos ou satânicos, sendo estes, como mencionado inicialmente, livres de qualquer doutrina ou Sociedade Secreta.

Algum recurso de preâmbulo religioso é utilizado como temática, para músicas ou estética. Um crucifixo, por exemplo, pode, teatralmente, simbolizar a tortura (Crucio = tortura), pois a cruz foi cunhada em Roma, como instrumento para tal, antes mesmo do nascimento de Cristo.
Simbolicamente no sentido de estética não vem totalmente ligado à música, as vestes góticas vieram de acordo com a ideologia a que ele pertence.

http://lizzabathory.blogspot.com
Leia Mais

03/05/2017

Medusa


A Medusa (em grego: Μέδουσα, Médousa, "guardiã", "protetora"), na mitologia grega, era um monstro ctônico do sexo feminino, uma das três Górgonas. Filha de Fórcis e Ceto (embora o autor antigo Higino interpole uma geração e cite outro casal ctônico como os pais da Medusa), quem quer que olhasse diretamente para ela era transformado em pedra. Ao contrário de suas irmãs górgonas, Esteno e Euríale, Medusa era mortal; foi decapitada pelo herói Perseu, que utilizou posteriormente sua cabeça como arma, até dá-la para a deusa Atena, que a colocou em seu escudo. Na Antiguidade Clássica a imagem da cabeça da Medusa aparecia no objeto utilizado para afugentar o mal conhecido como Gorgoneion.

As três irmãs Górgonas - Medusa, Esteno e Euríale, filhas das antigas - eram divindades marinhas, Fórcis (Phorkys) e sua irmã, Ceto (Keto), monstros ctônicos de um mundo arcaico. Sua genealogia é partilhada com outro grupo de irmãs, as Greias, como é explicado na obra Prometeu Acorrentado, de Ésquilo, que situa ambos os trios de irmãs num lugar longínquo, "a terrível planície de Cistene":

Enquanto os antigos artistas gregos, ao pintar vasos e gravar relevos, imaginavam a Medusa e suas irmãs como tendo nascido com uma forma monstruosa, os escultores e pintores do século V a.C. passaram a visualizá-la como sendo bela, ao mesmo tempo que aterrorizante. Numa ode escrita em 490 a.C., Píndaro já falava da "Medusa de belas bochechas".

"Lá perto delas suas três irmãs feiosas, as Górgonas, aladas
Com cobras no lugar de cabelo — odiavam o homem mortal —"
Numa versão posterior do mito da Medusa, relatada pelo poeta romano Ovídio,
a Medusa teria sido originalmente uma bela donzela, "a aspiração ciumenta de muitos pretendentes", sacerdotisa do templo de Atena. Um dia ela teria cedido às investidas do "Senhor dos Mares", Poseidon, e deitado-se com ele no próprio templo da deusa Atena; a deusa então, enfurecida, transformou o belo cabelo da donzela em serpentes, e deixou seu rosto tão horrível de se contemplar que a mera visão dele transformaria todos que o olhassem em pedra. Na versão de Ovídio, Perseu descreve a punição dada por Atena à Medusa como "justa" e "merecida".

A morte da Medusa
Na maioria das versões do mito, enquanto a Medusa esperava um filho de Poseidon, deus dos mares, teria sido decapitada pelo herói Perseu (semi-deus), que havia recebido do rei Polidetes de Sérifo a missão de trazer sua cabeça como presente. Com o auxílio de Atena, de Hermes, que lhe forneceu sandálias aladas, e de Hades, que lhe deu um elmo de invisibilidade, uma espada e um escudo espelhado, o herói cumpriu sua missão, matando a Górgona após olhar apenas para seu inofensivo reflexo no escudo, evitando assim ser transformado em pedra. Quando Perseu separou a cabeça da Medusa de seu pescoço, duas criaturas nasceram: o cavalo alado Pégaso e o gigante dourado Crisaor.

Perseu com a Cabeça da Medusa, de Benvenuto Cellini, de 1554.
Para a acadêmica britânica Jane Ellen Harrison, a "potência [da Medusa] somente se inicia quando sua cabeça é cortada, e aquela potência se encontra na cabeça; ela é, noutras palavras, uma máscara com um corpo acrescentado posteriormente a ela... a base do Gorgoneion é um objeto de culto, uma máscara ritual mal-compreendida."

Na Odisseia Homero não menciona a Medusa especificamente pelo nome:
"A menos que por minha ousadia Perséfone, a terrível,
Do Hades envie uma pavorosa cabeça de um monstro horrível."
Ainda para Harrison, "a Górgona teria nascido do terror, e não o terror da Górgona."

De acordo com Ovídio, no Noroeste da África, Perseu teria voado pelo titã Atlas, que segurava o céu em seus ombros, e o transformado em pedra. Os corais do Mar Vermelho teriam sido formados pelo sangue da Medusa, derramado sobre algas quando Perseu colocou a cabeça num trecho do litoral, durante sua breve estada na Etiópia, onde salvou e se casou com a princesa Andrômeda. As víboras venenosas que infestam o Saara também foram citadas como sendo nascidas de gotas derramadas de seu sangue.

Perseu voou então para Sérifo, onde sua mãe estava prestes a ser forçada a se casar com o rei Polidetes, que foi transformado em pedra ao olhar para a cabeça da Medusa. Perseu deu então a cabeça da Górgona para Atena, que a colocou em seu escudo, o Aegis.

Algumas referências clássicas se referem às três Górgonas; Harrison considerava que o desmembramento da Medusa num trio de irmãs seria um aspecto secundário do mito:
{{quote|"A forma tripla não é primitiva, é apenas um exemplo de uma tendência geral... que faz de cada deusa uma trindade, o que nos deu as Horas, as Graças, as Semnas, e diversas outras tríades. Parece imediatamente óbvio que as Górgonas não são realmente três, mas sim uma + duas. As duas irmãs que não foram mostras são meros apêndices existentes pelo costume; a Górgona verdadeira é a Medusa."

Simbolismo
Aegis é o nome do escudo da deusa Atena, o qual tem a Górgona, e que viria originar o nome em português de Égide, que significa precisamente “escudo”.
As gravuras da Górgona Medusa que decoravam os telhados dos templos gregos tinham como objectivo assustar os maus espíritos. As mais famosas dessas gravuras encontravam-se nos frontões do Templo de Ártemis (a quarta maravilha do Mundo Antigo) na ilha de Éfeso.

Algumas das taças de vinho atenienses nos meados do século VI a.C. apresentavam o seguinte aspecto: cerca da berma, no interior da taça, desenhavam-se cachos de uvas, não deixando dúvidas que naquela taça se servia apenas vinho; já perto do fundo, estão desenhadas em todo o contorno umas figuras negras de rapazes nus a servirem vinho aos convidados, enquanto que na base da taça, estava estampado o símbolo da Górgona, ou seja, quem bebesse por essas taças, no momento em que o vinho chegasse a um nível onde que era permitido poder-se ver as figuras negras, os servidores desnudados, significava que a taça necessitava de ser enchida; a cabeça da Górgona depositada no fundo, seria uma mensagem humorística que indicava ao convidado manter a taça do vinho sempre cheia durante a festa, caso contrário, viria a figura da Górgona desvendada e seria transformado em pedra.

https://pt.wikipedia.org
Leia Mais

10/04/2017

8 Músicas que têm Mensagens Subliminares se tocadas ao Contrário


Você já ouviu essa história: um suposto músico fez um suposto pacto com o diabo e, como forma de sinalizar isso ao público, escondeu mensagens secretas em suas músicas – para ouvi-las, só tocando ao contrário. A maioria dessas histórias é pura lenda urbana. Mas realmente existem músicas com mensagens secretas. Conheça alguns dos exemplos mais notáveis.

“665” – Soundgarden

Em inglês, as palavras “Satan” (Satã) e “Santa” (Papai Noel) são parecidas, então a banda resolveu tirar um sarro e colocou uma mensagem subliminar de adoração a Noel. Ela diz: “Santa, I love you baby / My Christmas king / Santa, you’re my king / I love you, Santa baby / Got what I need”. Tradução: “Papai Noel, eu te amo, baby / Meu rei do Natal / Papai Noel, você é meu rei / Te amo / Tenho o que preciso”

“Ilusão de Ótica” – Engenheiros do Havaí

É possível ouvir o vocalista Humberto Gessinger questionando: “Por que cê tá ouvindo isso ao contrário? O que cê tá procurando, hein?”. Na sequência, escuta-se claramente uma série de expressões aparentemente desconexas, deixadas de propósito para serem descobertas

“Full Throttle” – The Prodigy



Ouvindo ao contrário, escuta-se “we’re going in full throttle” (“estamos indo a todo vapor”). A frase foi sampleada do filmeStar Wars Episódio IV– uma fala de Luke Skywalker

Várias – Electric Light Orchestra

A banda foi acusada de pôr mensagens satânicas no disco Eldorado (1974). Para tirar sarro, esconderam várias frases nas músicas do álbum Secret Messages (1983), como “welcome to the show” (“bem-vindo ao show”) e “you’re playing me backwards” (“você está me tocando ao contrário”)

“Michael” – Franz Ferdinand

Em referência a uma doença pega pelo baixista, a banda escondeu a mensagem “she’s worried about you, call your mother” (“ela está preocupada com você, ligue pra sua mãe”). Queriam fazer o oposto de uma mensagem satânica, colocando um recado superpositivo


“Boys In Black” – L7
Até pode ser visto como “do mal”: as integrantes colocaram a receita do lanche Big Mac (consagrada nos comerciais de TV do McDonald’s do século passado) na música, perceptível apenas ouvindo ao contrário. Em inglês: “All beef patties, special sauce, lettuce, cheese, pickles, onions on a sesame seed bun”. Em português: “Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles e um pão com gergelim”


Essa música não tem letra inteligível – parece que o vocalista está cantando em outra língua. Ouvindo ao contrário, porém, dá para entender que ele fica repetindo “you should brush your teeth and you should wash your hands” (“você deve escovar os dentes e lavar as mãos”). O título da música é invertido (o certo seria Public Service Announcement) em referência a essa brincadeira

“Free As A Bird” – The Beatles

O single foi gravado em 1995 pelos integrantes remanescentes após a morte de John Lennon. No final, é possível ouvir a voz de Lennon dizendo “turned out nice again” (“ficou legal de novo”). Paul McCartney disse que a mensagem subliminar foi colocada como piada, “para dar àqueles malucos pelos Beatles algo para fazer”

Curiosidade: Outros artistas que esconderam mensagens ao contrário: Beck, Cake, Deep Purple, Incubus, Iron Maiden, The Mars Volta e Slayer

E AS MÚSICAS DA XUXA?


Entrevistamos Michael Sullivan, coautor de mais de 60 músicas da Rainha dos Baixinhos
ME: Fãs encontraram “mensagens subliminares” em faixas como “Marquei Um X” e “Lua de Cristal”. Há fundamento?

Michael Sullivan: Todo o meu trabalho com a Xuxa foi de criar conteúdo inédito, construtivo e de cunho didático para as crianças. Todas as mensagens foram e são passadas de forma explícita. Nosso [meu e da Xuxa] dom é e foi compartilhado de forma clara e em bom português. Qualquer disco que você girar ao contrário trará palavras e sons distorcidos.

ME: Alguma música sua já teve isso?

MS: Não. Acredito no legível, na criação e na língua universal que é a música. Acredito no poder de comunicação que a música tem. O subliminar, a meu ver, ao silêncio pertence. E tudo que fiz na vida não foi silêncio.

ME: Qual é o interesse das pessoas em procurar por mensagens subliminares, principalmente em conteúdo infantil?

MS: Uma simples brincadeira de criança.

OUVINDO DEMAIS

Três exemplos do que a Internet diz ter achado nas músicas de Xuxa

Meu Cãozinho Xuxo(1986, composta por Rogério Enoé Messias Corrêa) -“Meu anjo é o diabo e o mundo merece esse amor”

Lua de Cristal (1990, composta por Michael Sullivan e Paulo Massadas) -“Diabo do amor / Anjo lindo da luz / Ele me faz bem”

Marquei um X (1992, composta por Sarah Benchimol e Fafy Siqueira) -“Olha só, eu confesso, sou de Exu e Exu reina”

ILUSTRA: Pedro Corrêa
http://mundoestranho.abril.com.br

Leia Mais

© Dállia Negra - 2016 | Template feito por: Adorável Design | Imagens de ícones e imagem do cabeçalho por: Jaque Design