30/12/2011

Samhain - o Ano Novo das Bruxas

Samhain

Samhain é um festival celta comemorado no Hemisfério Sul na noite de 30 de abril para 1° de maio e no Hemisfério Norte em 31 de outubro. " No Dia das Bruxas?" 


Sim! Ele é o ritual que deu origem ao Dia das Bruxas! Ele é comemorado no meio do Outono, representa a Terceira Colheita. E marca o Ano-Novo Celta. Foi cristianizado como o dia de Todos os Santos e Finados, porque honramos nossos Ancestrais neste dia em que o véu que separa os mundos torna-se mais tênue. O acesso ao Outro Mundo está mais fácil. 


Mais uma vez a Igreja se valeu dos ritos pagãos, porém como ela não segue a Natureza e seus ciclos, instituiu suas celebrações e datas religiosas independente das energias cósmicas e telúricas presentes em cada festival pagão de acordo com as estações do ano. Portanto, as celebrações cristãs ficam nas mesmas datas tanto no Hemisfério Sul quanto no Norte. Mas o caminho espiritual que tem como base a Natureza não pode ficar alheio às suas energias e precisa celebrar em concordância com elas,embora ainda haja uma polêmica por parte de alguns pagãos sobre “inverter” a Roda do Ano. Mas se formos observar os rituais indígenas, veremos que suas comemorações são sempre em função dos ciclos da Natureza que estão vivendo. E quer povo mais próximo à Natureza do que os índios? Porém, os que gostam de seguir a roda em sintonia com o HN têm seus motivos e devem ser respeitados. O mais importante é ritualizarmos de acordo com o que nos identificamos, com o que ressoa dentro de nós com verdade. Por isso deixemos as polêmicas de lado e respeitemos as decisões de cada um. 


Bom, voltando à Samhain, embora possa parecer que seja um festival triste ou de invocação de espíritos, não é nada disto, muito pelo contrário. É um ritual de celebração de nossos ancestrais e de alegria porque depois do fim, vem o recomeço, depois da morte vem o renascimento, e a roda continua a girar, marcando o começo de mais um ano. Por que nesta data se comemora o fim e o recomeço de um novo ciclo? Porque esta é a época em que a Deusa, como Anciã, mergulha na escuridão. A Deusa vai ao mundo das sombras a procura de seu amado, o Deus que se sacrificou para que a vida continuasse a existir. Eles se encontram e se amam concebendo a Criança da Promesa que renascerá no próximo Solstício de Inverno, que no Hemisfério Norte cai no Natal, correspondendo assim, Jesus, à Criança da Promessa da Antiga Religião. 


Vários Deuses são identificados com esta época do ano, entre eles, Ísis e Osíris, Morrigan e Dagda, Peséfone e Deméter, Inanna, Hécate, Cailleach, Baba Yaga. Na Tradição da Deusa a maioria celebra a Deusa celta Cerridwen, a detentora do Caldeirão Sagrado da transmutação e da sabedoria. No Druidismo e Reconstrucionismo Celta este ritual é dedicado à Morrighan, Dagda e Manannán Mac Lir. Mesmo que você não siga nehum destes caminhos, você pode aproveitar a noite de Samhain para fazer preces para os seus ancestrais, queimar um papel com tudo que não quer mais em sua vida, abrindo-se para o novo; queimar folhas de louro com outro papel contendo seus desejos, lembrando-se sempre de não prejudicar ninguém, nem interferir no livre-arbítrio de outrem. Samhain também é o período de abraçar a sombra, isto é, mergulhar no autoconhecimento e transformar o que precisa ser transformado!
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29/12/2011

A Menina do Lago



Por muito tempo a lenda da menina que aparecia chorando nos lagos assustou muitas pessoas, até que um dia ninguém mais ouviu seu choro ... Sarah era uma menina muito tímida, morava no interior de São Paulo com sua família, sua diversão era estudar e ir as missas nos finais de semana. Por seu comportamento um tanto sério ela era o centro das gozações de 4 meninos do seu Bairro, porém isso não a abalava o que deixava - nos muito irritados. Certa vez os meninos foram para um lago, se divertir, quando avistaram Sarah voltando do "Mercadinho" de bicicleta, o líder da "panelinha", Maicon, resolveu fazer uma brincadeira um tanto "maldosa". E lá fomos, jogaram Sarah no Lago e saíram correndo, só que como uma menina que nunca pensou em se divertir saberia nadar? E foi o que aconteceu ... Sarah se afogou. Ninguém foi pego ... sequer contaram para alguém com medo das conseqüências, a família procurou por muito tempo até que uns pescadores acharam o corpo da menina perto do píer. A partir daquele dia os meninos foram se afastando. O tempo passou, apesar de todos terem se mudado, ninguém conseguia dormir um dia sem sonhar com Sarah. O lugar se tornou assombrado, pessoas de todos os cantos diziam ver e ouvir uma menina chorando onde haviam Lagos. Maicon teve um plano para acabar com nossos pesadelos, resolveu juntar o "Quarteto" para pedir desculpas para Sarah, segundo Maicon, ele era o culpado por tudo estranho que estava acontecendo, por que sabia que ela não sabia nadar, mas teve vergonha de voltar e ajudar ela. E lá foram, o "Quarteto" estava reunido no mesmo lugar em que se separaram à 5 anos. Todos pedimos desculpas e oraram. Maicon achou que devíamos comemorar por ter nos livrado da suposta "Assombração", e saíram para falar das novidades e beber. Na mesma noite após sairmos para beber, Maicon disse que tinha que pagar uma dívida, dívida antiga e que estava na hora de pagar. Os rapazes souberam no outro dia que Maicon havia se suicidado com um tiro na cabeça lá no Lago. Nunca mais tiveram pesadelos com Sarah e nunca mais houve relatos de uma menina chorando em algum lago.
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28/12/2011

O Silêncio Estridente



Recluso na escuridão noturna de meu quarto
Que desejaria eu do lado externo
Faz um estranho silêncio aqui
Nada ouço, mas tudo escuto.
Ao meu redor sombras e o silêncio perturbador,
Em minha mente, gritos aterradores de almas desgarradas.
Penso em sair, na tentativa de calar essas vozes sem donos
Mas permaneço, em volto pelas sombras
Na certeza de estar só, ao menos assim pensava
Se não vejo, posso garantir que estou só?
Ou haveria alguma entidade malévola (ou benevolente) a me espreitar?
Penso em sair...mas permaneço.
Talvez os gritos de dor que ecoam pela minha mente...
....sejam mais confortáveis que os comentários vazios que ouvirei no exterior.
Talvez as entidades mortas, sejam melhores companheiras do que as vivas.
Tantas lembranças esquecíveis que não esqueço...
Não posso fugir as presenças desconhecidas, mas posso calar os gritos.
Utilizo-me da música na tentativa de silenciá-los, mas que surpresa,
Amo letras tristes e pesados solos de guitarra, dessa forma, também
amo esses gritos aterradores que me perturbam infinitamente.
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27/12/2011

A Condessa que Matou 650 Pessoas

A Condessa Elizabeth Bathory (Erzsebet Báthory, do original), foi uma das mulheres mais perversas e sanguinárias que a humanidade já conheceu. Os relatos sobre ela ultrapassam a fronteira da lenda e a rotulam através dos tempos como A Condessa de Sangue. 


Nascida em 1560, filha de pais de famílias aristocráticas da Hungria, Elizabeth cresceu numa época em que as forças turcas conquistaram a maior parte do território Húngaro, sendo campo de batalhas entre Turquia e Áustria. Vários autores consideram esse o grande motivo de todo o seu sadismo, já que conviveu com todo o tipo de atrocidades quando criança, vendo inclusive suas irmãs sendo violentadas e mortas por rebeldes em um ataque ao seu castelo. Ainda durante sua infância, ficou sujeita à doenças repentinas acompanhadas por uma intensa ira e comportamento incontrolável, além de ataques epiléticos. Teve uma ótima educação, inclusive sendo excepcional pela sua inteligência. Falava fluentemente húngaro, latim e alemão. Embora capaz de cometer todo tipo de atrocidade, ela tinha pleno controle de suas faculdades mentais. 


Aos 14 anos engravidou de um camponês, e como estava noiva do Conde Ferenc Nadasdy, fugiu para não complicar o casamento futuro; que ocorreu em maio de 1575. Seu marido era um oficial do exército que, dentre os turcos, ganhou fama de ser cruel. Nos raros momentos em que não se encontrava em campanha de batalha, ensinava a Elizabeth algumas torturas em seus criados indisciplinados, mas não tinha conhecimentos da matança que acontecia na sua ausência por ação de sua amada esposa. 


Quando adulta, Elizabeth tornou-se uma das mais belas aristocratas. Quem em sua presença se encontrava, não podia imaginar que por trás daquela atraente mulher, havia um mórbido prazer em ver o sofrimento alheio. Num período em que o comportamento cruel e arbitrário dos que mantinham o poder para com os criados era algo comum, o nível de crueldade de Elizabeth era notório. Ela não apenas punia os que infringiam seus regulamentos, como também encontrava motivos para aplicar punições e se deleitava na tortura e na morte de suas vítimas; muito além do que seus contemporâneos poderiam aceitar. Elizabeth enfiava agulhas embaixo das unhas de seus criados. Certa vez, num acesso de raiva, chegou a abrir a mandíbula de uma serva até que os cantos da boca se rasgassem. Ganhou a fama de ser "vampira" por morder e dilacerar a carne de suas criadas. Há relatos de que numa certa ocasião, uma de suas criadas puxou seu cabelo acidentalmente aos escová-los. Tomada por uma ira incontrolável, Bathory a espancou até a morte. Dessa forma, ao espirrar o sangue em sua mão, se encantou em vê-lo clarear sua pele depois de seco. Daí vem a lenda de que a Condessa se banhava em sangue para permanecer jovem eternamente. 


Acompanhando a Condessa nestas ações macabras, estavam um servo chamado apenas de Ficzko, Helena Jo, a ama dos seus filhos, Dorothea Szentos (também chamada de Dorka) e Katarina Beneczky, uma lavadeira que a Condessa acolheu mais tarde na sua sanguinária carreira. 


Nos primeiros dez anos, Elizabeth e Ferenc não tiveram filhos pela constante ausência do Conde. Por volta de 1585, Elizabeth deu à luz uma menina que chamou de Anna. Nos nove anos seguintes, deu à luz a Ursula e Katherina. Em 1598, nasceu o seu primeiro filho, Paul. A julgar pelas cartas que escreveu aos parentes, Elizabeth era uma boa mãe e esposa, o que não era de surpreender; visto que os nobres costumavam tratar a sua família imediata de maneira muito diferente dos criados mais baixos e classes de camponeses. 


Um dos divertimentos que Elizabeth cultivava durante a ausência do conde, era visitar a sua tia Klara Bathory. Bissexual assumida e muito rica e poderosa, Klara tinha sempre muitas raparigas disponíveis para ambas "brincarem". 


Em 1604 seu marido morreu e ela se mudou para Viena. Desse ponto em diante, conta a história que seus atos tornaram-se cada vez mais pavorosos e depravados. Arranjou uma parceira para suas atividades, uma misteriosa mulher de nome Anna Darvulia (suposta amante), que lhe ensinou novas técnicas de torturas e se tornou ativa nos sádicos banhos de sangue. Durante o inverno, a Condessa jogava suas criadas na neve e as banhava com água fria, congelando-as até a morte. Na versão da tortura para o verão, deixava a vítima amarrada banhada em mel, para os insetos devorarem-na viva. Marcava as criadas mais indisciplinadas com ferro quente no rosto ou em lugares sensíveis, e chegou a incendiar os pêlos pubianos de algumas delas. Em seu porão, mandou fazer uma jaula onde a vítima fosse torturada pouco a pouco, erguendo-a de encontro a estacas afiadas. Gostava dos gritos de desespero e sentia mais prazer quando o sangue banhava todo seu rosto e roupas, tendo que ir limpar-se para continuar o ato. 


Quando a saúde de Darvulia piorou em 1609 e não mais continuou como cúmplice, Elizabeth começou a cometer muitos deslizes. Deixava corpos aos arredores de sua moradia, chamando atenção dos moradores e autoridades. Com sua fama, nenhuma criada queria lhe servir e ela não mais limitou seus ataques às suas servas, chegando a matar uma jovem moça da nobreza e encobrir o fato alegando suicídio.


As investigações sobre os assassinatos cometidos pela Condessa começaram em 1610. Foi uma excelente oportunidade para a Coroa que, há algum tempo, tinha a intenção de confiscar as terras por motivos de dívida de seu finado marido. Assim, em dezembro de 1610 foi presa e julgada. Em janeiro do ano seguinte foi apresentada como prova, anotações escritas por Elizabeth, onde contava com aproximadamente 650 nomes de vítimas mortas pela acusada. Seus cúmplices foram condenados à morte e a Condessa de Bathory à prisão perpétua. Foi presa num aposento em seu próprio castelo, do qual não havia portas nem janelas, só uma pequena abertura para passagem de ar e comida. 


Ficou presa até sua morte em 21 de agosto de 1614. Foi sepultada nas terras de Bathory, em Ecsed. O seu corpo deveria ter sido enterrado na igreja da cidade de Csejthe, mas os habitantes acharam repugnante a idéia de ter a "Infame Senhora" sepultada na cidade. Até hoje, o nome Erzsebet Báthory é sinônimo de beleza e maldade para os povos de toda a Europa.






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24/12/2011

Elementais

Também conhecidos por Espíritos da Natureza, os Elementais podem ser compreendidos, sob uma definição laica, como seres (criaturas físicas ou espirituais) que habitam os quatro reinos da natureza (água, fogo, terra e ar) e podem exercer influência sobre os seres vivos. 


O fundamento que conceitua e aborda a existência de seres da natureza teria origem no Bramanismo, antiga filosofia religiosa da Índia, antecessora do hinduísmo. Do mesmo modo, desde as primeiras civilizações surgidas, há referências sobre seres oriundos e habitantes da própria natureza. Na Grécia, Roma, Egito, China e Índia, acreditava-se na existência de seres que habitavam as águas, o ar, o fogo e a terra. Os gregos antigos referiam-se a estes seres como daemon (demônios). Entre os romanos, eram chamados de Genius Loci (Gênio Local) e eram alvos de adoração pela qual erigiam-se templos. Mesmo no folclore brasileiro, alguns personagens (como a Caipora e Mãe-d’água) possuem características comuns aos elementais. 


A palavra elemental pode significar mente de Deus. Sendo assim, a origem destes seres poderia também estar diretamente associada a Deus. Neste caso, seriam "emanações" diretas da entidade criadora, que foram lançadas na Terra e encontram-se em processo constante de aprimoramento espiritual e moral. Ainda, antigas tradições afirmavam que todos os elementos da natureza possuem um "princípio inteligente". Deste modo, os elementais seriam diferentes. 


Há alguns pontos curiosos sobre as lendas que circundam os elementais. Um ponto interessante é que mesmo pertencendo a reinos distintos, de modo que um não tenha possibilidade de penetrar nos outros reinos, os elementais poderiam travar verdadeiras batalhas entre si em "campo neutro"; ou seja, o mundo físico em que vive o ser humano. Os antigos acreditavam que, por exemplo, quando um raio atingia uma montanha, era um sinal de que elementais do ar atacavam elementais da terra. Ainda, uma mulher que gere uma criança sem que tenha ocorrido a copulação, terá este fato atribuído à ação dos elementais. 


Através de um ponto de vista moderno, a crença na existência dos elementais pode não encontrar espaço e relevância. Embora, em diversas citações de notáveis da história da humanidade, há várias referências, como os filósofos Sócrates e Platão, o escultor renascentista Benvenuto Cellini, Santo Antônio, Napoleão Bonaparte e Sheakespeare. 




 O Alquimista e os Gnomos 


Paracelso, em toda sua extensa obra, fez várias citações diretas a respeito dos elementais. O alquimista teria tomado conhecimento e interessado-se pelo tema em suas viagens ao oriente. Segundo ele, os quatro elementos originais do universo eram constituídos de dois princípios distintos: um metafísico (sutil e vaporoso) e outro físico (substância corporal). Os elementais seriam seres compostos do primeiro princípio, uma substância conhecida por éter. De outro modo, os corpos dos elementais são constituídos de uma matéria trans-substancial; que, em momento algum, se assemelha ao corpo físico dos homens. 


Ainda, segundo Paracelso, "os Elementais não são espíritos porque têm carne, sangue e ossos; vivem e se reproduzem; eles falam, agem, dormem, acordam e, conseqüentemente não podem ser chamados, propriamente, espíritos. Estes seres ocupam um lugar entre Homens e Espíritos, são semelhantes a ambos; lembram homens e mulheres em sua organização e forma, e lembram espíritos na rapidez de sua locomoção"; ainda "Os Elementais possuem habitações, roupagens, costumes, linguagem e governo próprios, no mesmo sentido que as abelhas têm suas rainhas e os bandos e/ou comunidades animais têm seus líderes" (Philosophia Occulta – Tradução de Franz Hartman). 


O alquimista medieval ainda afirma que os elementais não são imortais. Sua longevidade estaria entre 300 e 1000 anos. Ao morrerem, se desintegram e retornam a substância da qual se originou. Os elementais pertencentes ao plano terrestre têm uma probabilidade menor de vida; enquanto os elementais do ar tendem a viver por um período maior. Os seres humanos, por não disporem de total desenvolvimento de suas capacidades psíquicas e espirituais, não seriam capazes de ver ou se relacionar diretamente com os elementais. 


 Os Reinos dos Elementais 


 Segundo Paracelso, os elementais dividem-se em quatro "categorias" distintas, sendo que cada uma está associada a um reino da natureza. Em outras interpretações, os elementais também estão associados a um ponto cardeal e a um dos quatro principais signos do zodíaco; sendo os gnomos ao norte e ao signo de Touro, ondinas ao oeste e ao signo de Escorpião, salamandras ao sul e ao signo de Leão e silfos ao leste e ao signo de Aquário. Na citação direta de Paracelso: "habitam os quatros elementos: Ninfas, na água; Silfos, no ar; Pygmies, da terra e Salamandras, no fogo. São também chamados Ondinas, Silvestres, Gnomos e Vulcanos. Cada espécie somente pode habitar e locomover-se no Elemento ao qual pertence e nenhum pode subsistir fora do Elemento apropriado. O Elemento está, para o Elemental, como a atmosfera está para o Homem; como a água para os peixes e nenhum deles sobrevive em elemento pertencente à outra classe. Para o Ser Elemental o Elemento no qual ele vive é transparente, invisível e respirável, como a atmosfera para nós mesmos" (Philosophia Occulta – Tradução de Franz Hartman). 


Gnomos 



Os gnomos são os elementais correspondentes ao reino da terra e subdividem-se em duas classes: os Pygmies e uma segunda classe denominada Espíritos das Árvores e das Florestas que abrange os silvestres, os sátiros, os pans, as dríades, hamadríades, durdalis, elfos e os duendes. 


Os Pygmies atuam com pedras preciosas e metais que inclui o corte dos cristais de rocha e o desenvolvimento dos veios minerais. São guardiões de tesouros ocultos e habitam cavernas e subterrâneos que as antigas tradições escandinavas denominavam Land of the Nibelungen (Terra dos Nibelungos). Os Espíritos das Árvores e das Florestas estão associados a elementos da natureza terrena de um modo geral, como as Hamadríades que nascem e morrem com as plantas ou árvores das quais fazem parte. 


De um modo mais abrangente, os elementais pertencentes ao reino da terra e à vida vegetal, atuam na própria criação e proteção dos indivíduos, rejeitando nutrientes, preservando as sementes, entre outras atividades.


Há uma organização social formada por famílias de gnomos e uma hierarquia encabeçada por um rei. Sobre seu comportamento, alguns autores afirmam que são seres hábeis, inteligentes e amigáveis ao ser humano. Outras fontes asseguram que podem ser extremamente maldosos. Entretanto, em qualquer situação, após conquistar sua confiança, o gnomo torna-se solícito e cooperativo. Seriam, ainda, excelentes companheiros para auxiliar no sucesso de tarefas mágicas, desde que estas fossem realizadas com propósitos benéficos. Caso contrário, ao perceber más intenções e sentir-se traído, o elemental volta-se contra o mago. 


Ondinas 




As ondinas são os elementais pertencentes ao reino da água. Por uma associação natural do simbolismo da água ao pólo feminino da criação, os seres deste reino são comumente representados como mulheres. Há diversas classes de ondinas, como oreades, nereidas, náiades e as mais populares sereias. 
Estando cada classe relacionada a uma situação determinada, como rios, lagos, cachoeiras e oceanos. 


As ondinas são capazes de interagir livremente com criaturas aquáticas. Em seu aspecto "físico", uma ondina possui o dorso de uma mulher e os membros inferiores substituídos por uma cauda de peixe. Embora, eventualmente, possam trans- figurar-se provisoriamente em humano e conviver normalmente entre os homens. Relatos sobre ondinas (geralmente classificadas como sereias) que emitem um canto hipnótico e atraem marinheiros às profundezas das águas são comuns em diversas culturas. Em seu comportamento, são consideradas seres emotivos e amigáveis com o homem, a ponto de servir aos humanos. 


Salamandras




As salamandras estão relacionadas ao fogo. De acordo com as crenças dos místicos medievais, não há fogo ou calor sem que as salamandras atuem. Entre os elementais, são consideradas as mais poderosas e menos amistosas ao homem. Do mesmo modo que os outros elementais, as salamandras estão subdivididas em classes. A mais conhecida destas classes e denominada Acthnici. 


Sobre estes seres, Paracelso diz que "salamandras têm sido vistas de diversas formas desde bolas de fogo até línguas de fogo, correndo sobre os campos ou espreitando nas casas". Outras crenças atribuíam aparições de salamandras em uma forma esférica flutuando pela noite acima das águas; também como forquilhas de chamas sobre os rebanhos de ovelhas (esta segunda situação é conhecida como o Fogo de Santelmo). 


Seu aspecto assemelha-se à lagartos. Ainda, para que um humano possa conectar-se com estes seres, eram fabricados incensos que, através da fumaça produzida, estes elementais poderiam se manifestar.


Silfos 




Os silfos pertencem ao quarto reino da natureza, o ar. Porém, o ar (como elemento) referido não é a atmosfera propriamente dita, e sim uma substância muito mais sutil e intangível ao homem. Entre os silfos, enquadram-se as conhecidíssimas Fadas. 


Era comum a crença de que estes seres habitavam o cume das mais altas montanhas da Terra ou as nuvens. Segundo as antigas crenças, os silfos têm por função modelar os cristais de gelo para que transformem-se em flocos de neve. Sua longevidade atingia em torno de 1000 anos e teriam a capacidade de transmutar temporariamente sua aparência de modo a se assemelharem aos humanos. Seu comportamento é alegre, volúvel e excêntrico. 


 Elementais & Culturas 


Sob o ponto de vista dos primeiros anos do cristianismo, todas as classes de elementais foram reunidas e consideradas como daemon (demônios). Por conseqüência, a estes seres foi atribuída uma imagem negativa que, em alguns casos, permanece atualmente. Elementais também foram confundidos com Súcubos e Incubos. 


Há um registro interessante, atribuído a São Jerônimo, de um sátiro (elemental pertencente ao reino da terra) que havia sido capturado durante o reinado do imperador romano Constantino. Esta criatura seria fisicamente semelhante a um humano; entretanto, possuía chifres e pés de caprinos. O sátiro, após a morte, teria tido seu corpo preservado em sal e sido entregue ao imperador. 


As tradições pagãs européias promoviam rituais para conectar-se com os elementais de modo que estes pudessem intervir na prosperidade das colheitas. Sob a análise da angelologia, os elementais seriam formas inferiores de anjos. Do mesmo modo que os anjos atuam conduzindo a energia criadora sobre os homens, os elementais seriam responsáveis pela condução desta energia e direcioná-la aos reinos minerais, vegetais, etc. 


No início do século XX, precisamente em 1917, duas crianças inglesas, Frances Griffiths e Elsie Wright, apresentaram fotografias nas quais, supostamente, brincavam com fadas em um bosque na região em que moravam. A farsa foi dissolvida apenas no início da década de 80, quando as mesmas garotas, já idosas, confessaram: as fadas haviam sido feitas de papel e presas por alfinetes. 


Atualmente, os elementais estão fortemente associados a doutrinas esotéricas bastante diversificadas entre si, e a imagem de gnomos e fadas tornou-se quase um arquétipo no ocidente. É possível, aos mais céticos, negar a existência destas criaturas; entretanto, não é possível ignorar a significância e profundidade da influência que os elementais exercem em diversos aspectos culturais das sociedades ao longo dos tempos.
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23/12/2011

Pentagrama

O Símbolo Atráves da História
A humanidade sempre teve ao seu redor um mundo de forças e energias ocultas que muitas vezes não conseguia compreender nem identificar. Assim sendo, buscou ao longo dos tempos, proteção a esses perigos ou riscos que faziam parte de seu medo ao desconhecido, surgindo aos poucos muitos objetos, imagens e amuletos, criando-se símbolos nas tradições de cada povo. O pentagrama está entre os principais e mais conhecidos símbolos, pois possui diversas representações e significados, evoluindo ao longo da história. Passou de um símbolo cristão para a atual referência onipresente entre os neopagãos com vasta profundidade mágica. 


 Origens e Difusões 


 Num dos mais antigos significados do pentagrama, os Hebreus designavam como a Verdade, para os cinco livros do Pentateuco (os cinco livros do Velho Testamento, atribuídos a Moisés). Na Grécia Antiga, era conhecido como Pentalpha, geometricamente composto de cinco As. 


O pentagrama também é encontrado na cultura chinesa representando o ciclo da destruição, que é a base filosófica de sua medicina tradicional. Neste caso, cada extremidade do pentagrama simboliza um elemento específico: Terra, Água, Fogo, Madeira e Metal. Cada elemento é gerado por outro, (a Madeira é gerada pela Terra), o que dará origem a um ciclo de geração ou criação. Para que exista equilíbrio é necessário um elemento inibidor, que neste caso é o oposto (a Água inibe o Fogo). 


A geometria do pentagrama e suas associações metafísicas foram exploradas por Pitágoras e posteriormente por seus seguidores, que o consideravam um emblema de perfeição.
A geometria do pentagrama ficou conhecida como A Proporção Divina, que ao longo da arte pós-helênica, pôde ser observada nos projetos de alguns templos. Era um símbolo divino para os druidas. Para os celtas, representava a deusa Morrighan (deusa ligada ao Amor e a Guerra). Para os egípcios, era o útero da Terra, mantendo uma relação simbólica com as pirâmides. 


Os primeiros cristãos tinham o pentagrama como um símbolo das cinco chagas de Cristo. Desse modo, visto como uma representação do misticismo religioso e do trabalho do Criador. Também era usado como símbolo da comemoração anual da visita dos três Reis Magos ao menino Jesus. Ainda, em tempos medievais era usado como amuleto de proteção contra demônios. 


Os Templários, uma ordem de monges formada durante as Cruzadas, ganharam grande riqueza e proeminência através das doações de todos aqueles que se juntavam à ordem; além de grandes tesouros trazidos da Terra Santa. Na localização do centro da Ordem dos Templários, ao redor de Rennes du Chatres, na França, é notável observar um pentagrama natural, quase perfeito, formado pelas montanhas que medem vários quilômetros ao redor do centro. Ainda é possível perceber, a profunda influência do símbolo, em algumas Igrejas Templárias em Portugal, que possuem vitrais na forma de Pentagramas. No entanto, Os Templários foram dizimados pela mesquinhez da Igreja e pelo fanatismo religioso de Luis IX, em 1303. Iniciou-se assim a Idade das Trevas, onde se queimavam, torturavam e excomungavam qualquer um que se opusesse a Igreja. Durante esse longo tempo de Inquisição, a igreja mergulhou no próprio diabolismo ao qual se opunha. Nessa época o pentagrama simbolizou a cabeça de um bode ou do diabo, na forma de Baphomet, o mesmo que a Igreja acusou os Templários de adorar. Assim sendo, o pentagrama passou de um símbolo de segurança à representação do mal, sendo chamado de Pé da Bruxa. Assim, a perseguição da Igreja fez as religiões antigas se ocultarem na clandestinidade.



Ao fim da era das Trevas, as sociedades secretas começam novamente a realizar seus estudos sem o medo paranóico das punições da Igreja. Ressurge o Hermetismo, e outras ciências misturando filosofia e alquimia. Floresce então, o simbolismo gráfico e geométrico, emergindo a Renascença numa era de luz e desenvolvimento. O pentagrama agora, significa o Microcosmo, símbolo do Homem de Pitágoras representado através de braços e pernas abertas, parecendo estar disposto em cinco partes em forma de cruz (O Homem Individual). A mesma representação simboliza também o Macrocosmo, o Homem Universal, um símbolo de ordem e perfeição, a Verdade Divina. Agrippa (Henry Cornelius Von de Agrippa Nettesheim), mostra proporcionalmente a mesma figura, colocando em sua volta os cinco planetas e a Lua no ponto central (genitália) da figura humana. Outras ilustrações do mesmo período foram feitas por Leonardo da Vinci, mostrando as relações geométricas do Homem com o Universo.




Posteriormente, o pentagrama também foi associado aos quatro elementos essenciais (terra, água, ar e fogo) mais o quinto, que simboliza o espírito (A Quinta Essência dos alquimistas e agnósticos)


Na Maçonaria, o Laço Infinito (como também era conhecido o pentagrama, por ser traçado com uma mesma linha) era o emblema da virtude e do dever. O homem microcósmico era associado ao Pentalpha (a estrela de cinco pontas), sendo o símbolo entrelaçado ao trono do mestre da Loja. 


Com Eliphas Levi (Alphonse Louis Constant), o pentagrama pela primeira vez, através de uma ilustração, foi associado ao conceito do bem e do mal. Ele ilustra o pentagrama microcósmico ao lado de um pentagrama invertido (formando a cabeça do bode, Baphomet). 


O pentagrama voltou a ser usado em rituais pagãos à partir de 1940 com Gerald Gardner. Sendo utilizado nos rituais simbolizando os três aspectos da deusa e os dois do deus, surgindo assim a nova religião Wicca. Desse modo, o pentagrama retoma sua força como poderoso talismã, ajudado pelo aumento do interesse popular pela bruxaria e Wicca, que à partir de 1960, torna-se cada vez mais disseminada e conhecida. Essa ascensão da Wicca, gera uma reação da Igreja da época, chegando ao extremo quando Anton LaVey adota o pentagrama invertido (em alusão a Baphomet de Levi), como emblema da sua Igreja de Satanás, e faz com que a Igreja Católica considere que o pentagrama (invertido ou não) seja sinônimo de símbolo do Diabo, difundindo esse conceito para os cristãos. Assim naquela época, os Wiccanos para se protegerem dos grupos religiosos radicais, chegaram a se opor ao uso do pentagrama.


Até hoje o pentagrama é um símbolo que indica ocultismo, proteção e perfeição. Independente do que tenha sido associado em seu passado, ele se configura como um dos principais e mais utilizados símbolos mágicos da cultura Universal.
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22/12/2011

Ítens de uma Poção

Catalisador 

 O catalisador é o agente da catálise, ou seja, um elemento que vai unir os outros sem alterar sua composição. No caso de poções, o agente catalisador costuma ser um bom condutor, como a água, o álcool ou bebidas alcóolicas. As poções utilizando a água se beneficiam quando a água é de fonte ou de chuva (e cada chuva, dependendo do dia e estação em que for colhida, tem uma propriedade diferente). Caso não seja possível, pode-se usar água mineral ou mesmo água filtrada.

 Agente Ativo

 O agente ativo é o principal elemento de uma poção. Uma poção pode ter mais de um agente ativo. Basicamente, é ele quem dará a poção o poder que desejamos. Por isso, o agente deve possuir as propriedades simpáticas ao objetivo. Se deseja uma poção para acalmar, não poderá usar canela, noz-moscada ou café. Por mais que seu poder pessoal seja forte ou esteja em alta, é muito difícil ir contra a natureza dos elementos. Para escolher o agente ativo, o mago deve estar sempre estudando e reunir o maior número de informações possível sobre ervas, temperos, flores, frutas e cristais.

Irradiador

 O irradiador é o elemento que vai irradiar o poder para a poção, potencializando e aumentando-o ao máximo. Pode ser um símbolo, um encantamento ou cântico entoado pela bruxa ou mago, uma oração de poder ou um mantra. Encantamentos devem ser lidos ou cantados em voz alta, perto da poção ( as palavras e notas musicais agem sobre ela). Símbolos podem ser desenhados sobre a poção com a varinha, o athame ou os dedos da mão dominante (a que escreve). Podem ser desenhados em papel e colocados dentro da poção ou embaixo da garrafa (de vidro, de modo que possa ser visto se olhar pelo gargalo). Orações, mantras ou palavras de poder também podem ser escritas e colocadas dentro da poção por algum tempo (horas ou dias, depende do tipo de poção). Nesse caso, o papel utilizado deve ser o vegetal, escrito com nanquim.

Potencializador 

 O potencializador é qualquer outro elemento que possa dar mais força à sua poção. Talismãs, jóias, e mesmo símbolos ou orações. Lembre-se de que elementos de uma categoria podem se encaixar em outra sem problemas. Cristais são ótimos potencializadores, quando não são o próprio agente ativo.

 Fonte: Eddie Van Feu
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21/12/2011

O Degolado


Conta a lenda que um homem muito bruto gostava de perseguir viajantes que invadiam suas terras. Muitos homens foram mordidos pelos seus cães, ou perseguidos por ele e seus lacaios armados até os dentes, enquanto estes riam e debochavam da cara de medo dos coitados.


Um dia um jovem entrou no território do fazendeiro que logo soube da situação pela boca de um de seus trabalhadores e foi a cavalo à caça do rapaz. 


 Os cães logo encontraram o jovem, que descansava embaixo de uma árvore frondosa próximo a uma cerca de arame farpado que separava a estrada de barro que levava até a cidade. O homem chamou a atenção do rapaz e disse que ele iria pagar o preço por ter invadido sua propriedade, soltando os cães sobre o jovem que gritava enquanto tentava escapar dos ferozes animais. O homem observava alegre ao jovem sendo dilacerado pelos cães. 


 Nos últimos momentos ele chamou os cães e foi escarnecer o moço que se encontrava caído e empoçado em seu próprio sangue. Ao perder as forças o morimbundo rogou uma maldição sobre o homem, dizendo que ele pagaria pelo resto da eternidade o que havia feito com ele e com os outros viajantes. Logo após ele morreu e foi deixado lá para apodrecer pelo maldoso homem que saiu dali perseguido por um medo incessante. 


 Meses depois, o homem foi caçar outro viajante, mas desta vez ele não voltou. Os seus empregados encontraram seu corpo pendurado pelo pescoço na mesma árvore em que havia matado o peregrino da última vez. Nenhum de seus cães foram avistados nunca mais. E ninguém teve coragem de retirá-lo dali, pois seus olhos estavam arregalados e cheios de sangue, o que os fazia ficar vermelhos. Deixaram o corpo para a polícia retirar e averiguar.


Apenas no outro dia a polícia chegou ao local. Mas o corpo do homem agora estava no chão e sem a cabeça. Ninguém jamais soube explicar quem havia feito aquilo, pois ninguém teria coragem de ir até aquelas brenhas na escuridão da noite. 


 Dias depois a cabeça do homem foi encontrada boiando em uma enorme lagoa próxima ao terreno. 


 Até hoje muitas pessoas têm medo de passar naquele trecho da estrada, que agora é de asfalto, mas ainda passa ao lado da mesma árvore citada na história. Vários pessoas relatam ter visto um homem pendurado naquela antiga árvore, ou avistado um indivíduo completamente ensanguentado sentado à beira da estrada, e até mesmo assustadores latidos são ouvidos à distancia nas noites mais frias.
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19/12/2011

Gato com duas caras, dois narizes e três olhos completa 12 anos



A dona do gato batizado como “Frank & Louie” tem dois motivos para comemorar. Isso porque o bichano recentemente completou 12 anos e entrou para o livro dos recordes como o gato Janus - os animais que possuem esse problema de formação - vivo por mais tempo. Geralmente os felinos com essa disfunção não vivem mais do que alguns dias, e mesmo sabendo disso, a enfermeira de animais Marty quis adotar o gatinho. “Ele foi trazido com um dia de idade para ser sacrificado e eu disse: `Vou levá-lo`, e eles deixaram. Ele era tão único, mas se fosse um gatinho normal, eu provavelmente teria levado também. Ninguém mais o quis”, contou ao “Huffington Post”. Frank & Louie tem duas caras, dois narizes e três olhos, sendo que um deles não consegue piscar. Marty conta que nas refeições Frank é quem come, enquanto Louie fica só cheirando a comida.
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18/12/2011

Deep Web - o Submundo da Internet

 Deep Web, Deepnet, Darknet, Undernet ou invisible net, nada mais é do que aquilo que você não encontra no google, ou em qualquer outros sites de pesquisas convencionais, ou seja, é apenas encontrado por meios avançados de buscas, ou por sistema de encriptação avançados. A maioria dos Deep Sites não usam endereços comuns e muitas vezes não usam o formato HTML, o que dificulta muito sua busca. Por incrível que pareça, a Deep Web parece ser maior do que a surface da web(como é chamada a parte acessivel da internet para qualquer pessoa). O pesquisador americano Michael Bergman, uma das maiores autoridades no assunto, diz acreditar que a Deep Web é cerca de 500 vezes maior do que a internet que temos acesso. A questão é, o que a Deep Web pode esconder? 




 É claro que muitos dos sites ocultos podem ser apenas páginas comuns, de grupos específicos que não querem ser incomodados pela grande massa de usuários comuns de internet, mas a Deep Web também é o lar dos criminosos da internet. Hackers trocando vírus, pedófilos compartilhando pornografia infantil, venda de drogas, seitas satânicas, comércio de órgãos, redes de terrorismo, sites de assassinos de aluguel, fóruns com conteúdos doentios, enfim, coisa de nerd psicopata doente bem hardcore.


A Deep Web pode ser dividida por camadas de conteúdo, a primeira camada apresenta a parte do contéudo inofensivo, e um pouco do conteudo mais leve, considerando as outras camadas de conteúdo gore. Embora seja apenas a primeira camada, tem muita coisa bizarra e doentia, tal como pornografia infantil, snuff filmes, e coisas obscuras inexistentes no google. Lembrando que eu não sei muito bem como são dividas especificamente cada camada, nem sei ao certo quantas camadas são, pois nunca me aprofundei nesse universo obscura da web. O que me leva a ressaltar outro tópico importante sobre a Deep Web.




Além de navegar sobre conteúdos bizarros, correr o risco de não dormir a noite e ficar paranóico, você ainda pode ter seu computador drásticamente danificado, sendo vitma de vírus experimentais fabricados pelos crackers do submundo.


Há relatos bem interessantes e chocantes sobre a Deep Web, vindos de um forum americano bem conhecido pela criação de memes bem famosos, o 4chan. Além de uma fábrica de memes, o 4chan foi o responsável por tirar do ar uma espécie de wikipedia de assassinos de aluguel chamada Hidden Wiki, um site que mostrava nomes, localização, e até preço por cabeça. Enfim, veja alguns dos relatos de usuarios que navegaram pela Deep Web:


“Tem muita coisa sobre terrorismo, manuais de guerra, sobrevivencia, armas, fabricaçao de explosivos. Ha sites diversos sobre apologia a crimes e drogas e bizarrices sobre canibalismo e mutilaçao genital (mas acredito que seja fake)… ninguem ia ser louco pra se mutilar so pra fazer uma merda de um video. Na Deepweb que surgiram esses grupos de hackers (anonymous; Lulzsec; Wikileaks), porque nao ha como rastrear sites que usam tor” 


 —-“…pelo que andei lendo na comunidade deep web do orkut , a pornografia infantil , pedofilia etc é apenas a borda da deep web apenas para disfarçar e blindar os assuntos piores que existem parece que a 1 camada é a mais “branda” , que se domina pelo nome de ONION , parece que tem mais 4 camadas , que cada camada as cenas e assuntos são mais chocantes que o outro , cara**o eu fico imaginando como é a ultima camada, deve ser o encontro com o diabo” 


 —- “Por incrível que pareça, parece haver conteúdos ainda mais bizarros e chocantes que os comentados nesse tópico. Lembro de ter encontrado um site que era uma espécie de fórum de psicopatas. Pra ter acesso ao fórum, a pessoa deve enviar um video de um crime hediondo cometido por ela. Pelo q andei lendo, nesse fórum assassinos, estupradores etc em série postavam videos de seus crimes filmados em primeira ou terceira pessoa. É claro que é possível uma pessoa pegar um video na internet e enviar ao fórum dizendo que é ela cometendo o crime, só pra se infiltrar, mas como os organizadores desse fórum tem conhecimento profundo dos videos de bizarrices que circulam pela internet, é difícil enganá-los, então é bem provável que o pessoal que posta nesse fórum sejam maníacos de verdade.” 


 —- “Não sei se é verdade, não vi nenhum video relacionado a isso na Deep Web. Mas ouvi falar que existem sites onde são transmitidas lutas ao vivo onde homens lutam até a morte, ao estilo dos gladiadores romanos. Algumas lutas são homens x animais. O acesso a essas lutas são vendidos a milionários, por um bom dinheiro. Lembro de lido no site HackerBB, um dos maiores fóruns hacker da Deep Web, um pessoal discutindo como ter acesso a esse site, se ele realmente existia etc. A princípio esse tipo de história me parece fake, mas se os caras estavam discutindo como ter acesso ao site, talvez ele realmente exista.”


Como vemos, nas profundezas da web encontramos de tudo, principalmente o lado mais escuro e perverso da mente humana, mas também há coisas boas, tais como pesquisas cientificas e tecnológicas, livrarias digital, bases de dados universitárias, etc…/ 


Há outros casos bem conhecidos sobre a Deep Web:


• Em 2003 um caso chocou a Alemanha e foi noticia no mundo todo. Um canibal confessou em um tribunal ter matado e comido uma pessoa a pedido da própria vítima. O "Canibal de Rotenburg", como ficou conhecido, diz ter conhecido a vitima e combinado como tudo seria feito através da internet. Uma investigação da policia levou a uma rede de fóruns de canibalismo escondidos na Deep Net. "Cannibal Cafe", "Guy Cannibals" e "Torturenet" eram páginas usadas pelos canibais para marcar encontros e selecionar vitimas para a prática de canibalismo. 


 • Acredita-se que um fórum oculto de uma famosa universidade foi o responsavel pela queda do Google na China. Depois, por diversos motivos, o Google afirmou ter sido por ordem do governo Chinês. 


Como encontrar Deep Sites


Antes de sair se caçando links ocultos por aí é importante saber que a Deep Net não é recomendada para usuários comuns. Os riscos de se pegar um vírus, malware ou de acabar vendo coisas "desagradáveis" é incalculável. A maioria dos sites da Deep Web só podem ser acessados com programas e navegadores específicos, como o Freenet ou o Thor, que garantem o anonimato de quem está navegando. Hoje existem ferramentas de busca destinadas a exploração da Deep Net, mas é provável que ela só consiga atingir a primeira camada da rede de sites ocultos. Mas deixo alguns links para quem quer se aventurar no lado obscuro da internet: 


 Ferramentas de busca de Deep sites:


http://www.deeppeep.org/[URL=http://[url=http://www.incywincy.com/]http://www.incywincy.com/] [url=http://www.incywincy.com/]http://www.incywincy.com/ 
http://www.deepwebtech.com/ 
http://www.scirus.com/srsapp/ 
http://www.techxtra.ac.uk/index.html 
http://www.deepwebwiki.com/wiki/index.php/Main_Page 


Site do Freenet (contem link para download do programa): 
http://freenetproject.org/ 


 Fontes:


http://en.wikipedia.org/wiki/Deep_web http://www.lib.berkeley.edu/TeachingLib/Guides/Internet/InvisibleWeb.html http://www.guardian.co.uk/technology/2009/nov/26/dark-side-internet-freenet http://averdadeaqui.wordpress.com/2011/07/27/deep-web/
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