20 abril 2012

Os Canibais de Garanhuns

O livro tem até registro em cartório
Os suspeitos de cometer a barbárie formam um triângulo amoroso composto por um homem e uma mulher de 52 anos, que seriam casados, e uma jovem de 23. Em depoimento à Polícia Civil, eles disseram que usavam carne humana para produzir salgados, que eram vendidos à população e servidos como refeição, inclusive para a criança. Os suspeitos ainda confessaram guardar parte dos corpos das vítimas na geladeira.

De acordo com a polícia, os suspeitos falaram que faziam parte de uma seita, que pregava a purificação do mundo e a diminuição populacional. A meta seria matar três mulheres por ano. O homem suspeito de comandar o trio nos assassinatos fez um livro, ilustrado e registrado em cartório, onde conta detalhes dos crimes e da vida dele. Nas páginas, há informações de que ele era formado em Educação Física e faixa preta em caratê.

A polícia começou a desvendar o crime quando encontrou os restos mortais das mulheres na residência deles. Um dos dois corpos seria de uma mulher desaparecida desde fevereiro; o outro, de uma mulher de 20 anos, que sumiu no dia 15 de março. Depois de as famílias das vítimas prestarem queixa, a polícia localizou o trio quando uma fatura de cartão crédito chegou à casa de uma das vítimas. Imagens das câmeras de segurança de lojas onde as compras foram efetivadas mostravam os suspeitos.

As vítimas também teriam sido vistas perto da casa dos investigados antes de desaparecerem. A polícia conseguiu mandados de prisão e de busca e apreensão e, ao ser abordada, uma das mulheres teria assumido os crimes e revelado o local onde os cadáveres estavam enterradas. Segundo a polícia, a menina de cinco anos que morava com o trio testemunhou os crimes cometidos na casa. Em depoimento, ela contou que o pai teria cortado o pescoço das vítimas.
O caso que vem chocando o Brasil está dando o que falar, afinal não é nada comum humanos serem devorados por humanos, o que resulta em canibalismo. Entenda o caso:


Os restos mortais de duas mulheres assassinadas em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, pelo trio investigado de homicídios e ocultação de cadáveres, foram liberados no último sábado (14) pelo Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife. De acordo com o IML, a identificação foi confirmada pelos parentes das vítimas. Um dos corpos já foi enterrado no município de Palmeirina, também no Agreste.
Os restos mortais foram encontrados pela polícia, na última quarta-feira (11), enterrados na casa onde viviam um homem de 50 anos e duas mulheres, de 23 e 52 anos. Os três suspeitos foram presos e confessaram os crimes. As duas mulheres estão detidas na Colônia Penal Feminina de Buíque, no Agreste. O homem foi transferido para um presídio no Recife.


Doido?


Quando mais novo, os amigos do faixa preta de caratê Jorge Beltrão o chamavam de louco e esquizofrênico.
Ele sempre disse que, a seu lado, estavam presentes a toda hora um querubim e um arcanjo, um negro e um branco, dando-lhe conselhos.
“Mas os dois seguem muito os preceitos do olho por olho, dente por dente. E não gosto disso. Mesmo assim, não queria desobedecê-los”, contou ele em depoimento à polícia.


Desta feita, obedecendo aos seus, Jorge começou a fazer o que estavam lhe pedindo: missões.
Estas tais missões eram os assassinatos. “Mas ele não se refere assim aos homicídios. O acusado contou que uma entidade toda vez dizia que tal pessoa era má e, por conta disso, ela deveria morrer. Por ano, eram necessárias três missões; portanto, três assassinatos”, disse o delegado.


Mas por que as vítimas só eram mulheres?! De acordo com Jorge Beltrão, elas teriam o ‘útero maldito’.
“O objetivo da seita é não deixar que o mundo fique populoso e nossas missões são para salvar as almas más”, comentou ele, em depoimento.


O que deixou a todos boquiabertos foi o fato de o trio – que deverá responder por pelo menos nove homicídios – alimentava uma criança de 5 anos, que vivia com eles, com carne humana.
Essa menina é, inclusive, filha de uma das vítimas dos canibais; a Jéssica Camila, de Caruaru.
Eles relataram às autoridades que utilizavam partes como as nádegas, coxas, panturrilhas e fígado para os rituais de purificação.
“Não colocávamos nada, somente água na carne para purificá-la”, detalhou Jorge Beltrão, já preso.


No dia da prisão deles – o bando só foi encontrado porque fazia compras com o cartão de crédito de uma das vítimas desaparecidas –, a polícia encontrou vários quilos de carne humana na geladeira dos acusados.
Conforme a dona-de-casa e vendedora de salgadinhos Isabel Silveira, mulher de Jorge Beltrão, o ‘suplemento alimentar canibalesco’ de cada vítima esquartejada e, por vezes, enterrada no quintal da casa do trio durava “apenas” de três a cinco dias, no máximo.
Ela confirmou aos agentes civis que certo dia – ela trabalhava vendendo coxinhas e empadas no Centro de Garanhuns e, inclusive, na frente de hospitais – faltou carne de frango e utilizou carne humana, alegando ser atum para os clientes.


O Livro que Jorge escreveu


O folheto, que tem como título "Revelações de um esquizofrênico", parece um livro de magia negra. Com direito a ilustrações com figuras demoníacas, biografia, sumário e 34 capítulos, o acusado queria deixar perpetuado o ato de brutalidade. Tanto que, não bastasse a frieza em descrever os fatos, levou o livro impresso (em gráfica rápida) e o registrou no Cartório do Terceiro Ofício de Notas em Garanhuns (às 15h36 do dia 28 de março deste ano).


Confira o trecho do capítulo XXVI “A dividida” do livro escrito pelo assassino: “Vejo aquele corpo no chão, Jéssica desconfia que ainda se encontra com vida, pego uma corda, faço uma forca e coloco no pescoço do corpo, puxo para o banheiro e ligo o chuveiro para todo o sangue escorrer pelo ralo. Ao olhar para o corpo já sem vida da adolescente do mal, sinto um alívio. Pego uma lamina e começo a retirar toda a sua pele, e logo depois à divido. Eu, Bel e Jéssica nos alimentamos com a carne do mal, como se fosse um ritual de purificação, e o resto eu enterro no nosso quintal, cada parte em um lugar diferente”.




A TV Jornal Caruaru, filiada SBT, conseguiu com exclusividade uma entrevista com o casal Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, 50 anos, e Isabel Cristina Pires, 50.






3 comentários:

  1. Bom dia!
    Obrigado por compartilhar,eu vi esta história em outro blog, e fiquei revoltada.Porque a minha opinião é ter a pena de morte no Brasil, e não ficar sustentando as corjas,pois somos nós que pagamos para estarem lá sendo alimentados, e além de tudo a família receber salário.Sendo que o trabalhador é que pasta.Bem mas isto não vem ao caso, menina o ser humano esta se perdendo cada vez mais,nas suas loucuras, e ainda usando o nome de Deus.Agora e esta criança que estavam com esse trio horroroso,como vai ficar?.
    Obrigado.
    Bjos.

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    Respostas
    1. Eu concordo plenamente com esse ponto de vista, até porque se houvesse pena de morte, pode até ser que isso não solucionaria o problema de crimes hediondos no Brasil, mas eliminaria, pelo menos em parte, alguns assassinos brutais do país.

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  2. Não concordo com isso que o ser humano tá mais violento o se humano sempre foi assim. Há vários casos de serial killers ate mesmo antes de existir televisão por exemplo; GILLES DE RAIS que matou mais de 200 crianças é tem vários casos por ai e só procurar.

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