30/11/2013

Atração pelos Cemitérios


Parques públicos são atrativos  para as pessoas comuns, os cemitérios têm o mesma atração para os góticos.  Os cemitérios são uma das muitas opções -- outras incluem parques, áreas de acampamento,  jardins, estacionamentos, ruas ou praias desertas, etc.

Os Cemitérios são  lugares quietos, ideais  para  introspecção e reflexão.
Coloca-os  em contato com sua própria mortalidade.
Se nós entendermos a fragilidade da vida, seremos mais capazes de apreciar isto.
Ficam longe de TV, computadores, tensões
do dia a dia , responsabilidade, superficialidade
e as coisas sem importâncias que invadem nossas vidas. 

Um cemitério promove um nível de introspecção
e reflexão que  muitos outros lugares não poderiam
Os cemitérios são bonitos, e de atmosfera misteriosa.
 As esculturas, mausoléus, locais sombrios são elaborados, freqüentemente ornamentados. Eles são como um museu gótico, um lugar favorito para obter retratos artísticos.

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25/11/2013

Clipe da Rihanna: S&M


Polêmico e promiscuo pode ser uma das características que definam o novo single de Rihanna. Desde de sua volta, com seu disco anterior, Rated R, a cantora tem feito questão de causar polêmicas e abusar em vídeos e photoshoots da sexualidade extremamente excessiva.
O novo single S&M, que já foi bloqueado em menos de 24 horas em mais ou menos 11 países, abusou ainda mais das características citadas logo acima. O interessante e que deixou bastante pessoas surpresas, foi a questão de frases como: “A princesa dos Illuminati”, de fato, cada vez mais, as simbologias ocultas e referências as sociedades secretas como a Maçonaria e os Illuminati ficarão cada vez mais freqüentes, como foi mostrado no videoclipe ‘Alejandro’ de Lady Gaga. 
O novo clipe, ao que já deve ser muito óbvio, provavelmente foi previamente analisado por outros blogs de fãs ou até mesmo “conspiracionistas”, de fato, como você próprio viu na mídia controlada, fotos do clipe antes de ser lançado, mostravam as palavras Illuminati em uma das cenas do vídeo. Você já chegou a se perguntar como você está sendo bombardeado de coisas desse assunto, na própria mídia, ou até no nosso próprio meio, o meio sobre conspiração, lhe mostrando coisas aparentemente óbvias demais?
Certamente, no nosso próprio meio, em outros blogs, coisas como “olhe a escrita Illuminati”, “está falando de sadomasoquismo” ou “olha a alusão ao olho”, são coisas que você já viu em uma suposta análise. Para o leitor que não esteja entendendo muito o que estamos querendo dizer, é que os próprios bloguistas conspiracionistas estão caindo nas artimanhas dessa Elite, falando o óbvio e transformando esse assunto em entretenimento, tornando isso normal, para que você em vez de se afastar, apenas se acostume.
O novo clipe de Rihanna, para a maioria é surpreso e explicito, limitando ao pensamento de que eles somente querem mostrar que não estão mais “ligando” em deixar as coisas ocultas, o que essa maioria não sabe, é que isso é somente o artificial da simbologia, ou até podemos dizer, “a primeira camada”.
Antes de ler a análise abaixo, veja a parte 6 e 9 da série A Mídia Illuminati, para entender o como se baseia a simbologia oculta por trás desse vídeo polêmico.
Olhando adentro ou podendo se dizer, até fora desse simbolismo superficial, das referências que a mídia fica “em cima” da cantora e do masoquismo, este novo videoclipe mostra como tanto a cantora e a própria mídia são controlados e devem ceder a uma obediência (repare então tais referências de sadomasoquismo).
Nesta primeira imagem acima, vemos uma reunião de imprensa, tanto Rihanna como a mídia, estão presos, cada um de sua forma, formando assim, o que é mostrado em todo o vídeo, todos sendo obrigados a anotar/passar as noticias (repórteres). O que fica realmente simbólico com isso é a frase que é dita nesta hora.
É tão bom ser má (Oh oh oh oh oh)
De jeito nenhum vou voltar atrás (Oh oh oh oh oh)
Agora a dor é o meu prazer porque nada pode medir
É importante que o leitor esteja atento a esses momentos como o acima, e exatamente as frases que vêem logo após, tais cenas também são acompanhadas, como pode ser visto no começo do clipe, dos repórteres fazendo a todo momento da canção sinais com a cabeça de aceitação, veja a parte da canção deste momento, e também as frases.
O amor é ótimo, o amor é bom (oh oh oh oh oh)
Com criatividade e sem limites (Oh oh oh oh oh)
A aflição da sensação me deixa querendo mais
(Oh oh oh oh oh)

Problemas papai?, meninos maus, Sex tape, vadia
Rihanna - S&M 4
Rihanna – Princesa dos..
Rihanna - S&M 5…Princesa dos Illuminati - CADELA
Rihanna - S&M 6  Coisas como “Illuminati”, “ou cadela”, McDonald/Donald, são algumas coisas que aparecem no vestido.
Rihanna - S&M 7

Rihanna e Perez Hilton são vistos na cena acima, onde a cantora é quem maltrata e guia seu “cachorrinho”. É bom notar que, levando em conta o começo de nossa análise, esta cena retrata nada mais do que Rihanna, nesse caso, que é uma escrava MK (leia as matérias sobre o MK Ultra para entender a simbologia), representando  a si mesma, mas também, a Elite que controla com as informações que querem, os seres humanos, caso não tenha entendido o por que, Perez Hilton é um blogueiro de fofocas, representando assim, a outra camada da sociedade, os seres humanos que vêem e vivem da noticia controlada.

Repare outro artificio de controle mental, o cenário de uma cidade/condomínio perfeito. Praticamente uma descrição de “não se incomode, pois está tudo bem”. Como você pode notar ainda mais na primeira cena abaixo.
Rihanna - S&M 8Rihanna - S&M 9

Continuando em base da análise até o momento, não é preciso exemplificar muito o significado da cena acima, e da cena logo abaixo. Se definindo em duas palavras: Controle e Vigia.
Rihanna - S&M 10 Repórteres = Mídia
Rihanna - S&M 11

Para quem já leu a série de texto sobre o Projeto MK Ultra, um projeto que desenvolveu, e se baseia no controle mental, a cena acima é bastante familiar a de uma pessoa que é controlada por traumas (masoquismo como no clipe), as cordas que a prendem retratam bastante isso.
Rihanna - S&M 12
Rihanna - S&M 13
Rihanna - S&M 14
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Frases como: Vermelha que anda a cavalo, A cadela vermelha chefiada não pode cantar, Rihanna e seus problemas com os pais de cinco cabeças?, Quem precisa de talento?, Escolha estalos e pop, Princesa dos Illuminati, cabra e Prostituta?, são uma das frases e letras que aparecem ao longo deste videoclipe.

A questão de todo o clipe em si, além de esbanjar promiscuidade, é também, de ridicularizar e banalizar o assunto sobre conspiração, levando em conta a escrita ILLUMINATI em várias partes do clipe, e óbvia em determinadas cenas. Para entender também, junto com estes significados ocultos do clipe, e as frases, veja a parte 8 da série para compreender o simbolismo do coelho nesta parte, que foca ainda mais o ocultismo presente no clipe, e a ligação com as escritas.

As duas cenas abaixo, literalmente mostram como para eles é gostoso e divertido, moldar a cabeça das pessoas e fazer com que acreditem cegamente no que a mídia põe para que vejam. O refrão repetido neste momento, deixa claro o que foi explanado agora a pouco:

Porque eu posso ser má, mas eu sou muito boa nisso
Sexo no ar, eu não me importo, eu amo o cheiro
Paus e pedras podem quebrar meus ossos
Mas correntes e chicotes me excitam

Na na na na venha, venha, venha
Eu gosto, eu gosto
Venha, venha, venha
Eu gosto, eu gosto (Na na na)
Venha, venha, venha
Eu gosto, eu gosto (na na na)
Venha, venha, venha
Eu gosto, eu gosto
Venha, venha, venha
Eu gosto, eu gosto

Rihanna - S&M 16Rihanna - S&M 17Rihanna - S&M 18

O Vídeo


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21/11/2013

A Maldição do Superman


Com certeza muitos já ouviram falar de muitas maldições de produções cinematrográficas como, por exemplo as mortes relacionados ao elenco do filme "O Exorcista".

O que muitos não sabem é que a imortalidade do homem de aço nas películas cinematográficas já custou a vida de muitos pessoas e até hoje muitos atores recusam o papel nos cinemas. 


Não são poucas as notícas sobre recusas quando o assunto é o superhomem, conforme mostra a notícia do site cineclick. E a lista de recusas inclui nomes famosos como Ashton Kutcher,  Jude Law, Ben Afleck e Kristen Stewart. Existe alguma razão para isto? Bem, a suposta maldição envolvida diz respeito à uma série de desgraças financeiras e profissionais que atingiram certas pessoas envolvidas em alguma adaptação audiovisual do superherói, em especial os protagonistas das produções cinematográficas.
De acordo esta a teoria, a possibilidade de estrelar o homem mais forte da terra tem um custo: se não a morte prematura o prejuízo é físico, pessoal ou profissional. Apesar disso, a teoria é um tanto quanto questinável já que muitos atores que já estreiram  o herói, como Dean Cain, Brandon Routh e Tom Wellingainda não foram prejudicados pelo fenômeno. 
A lista é grande e vai mutito além das telonas. Não só envolve os criadores do herói Siegel & Shuter como este terrível acidente da Montanha Russa chamada "Homem de Aço" em homenagem ao herói. Precisei enxugar um pouco e colocar os casos mais relevantes. Segue abaixo alguma das  aparentes vitimas da maldição:

George Reeves


O ator George Reeves,  foi um dos primeiros a atuar em uma série como o superhomem. Assim como o seus companheiros de maldição tinha uma carreira de sucesso antes de interpretar o herói na televisão, o seu último trabalho em vida. Em 16 de junho de 1959, Reeves foi encontrado morto em sua casa em Los Angeles com um tiro na cabeça. Embora haja controversas se  o ator tenha sido assassinado ou se foi  ele próprio que deu fim a sua existência,  o que se sabe é que  após o cancelamento da série "As Aventuras do Super-Homem", o ator não conseguiu mais trabalhos e algum tempo depois foi encontrado morto com um tiro na cabeça.


Cristopher Reeve


Talvez o caso mais famoso de celebridades relacionados ao superherói que se envolveram em problemas, o ator Cristopher Reeve ficou tetraplégico após fraturar a coluna em um acidente com cavalo e morreu de infarte devido ao seu frágil estado de saúde. Coincidência ou não, depois da morte do marido a esposa do ator foi diagnostica com um câncer terminal e também morreu.



Margot Kidder




A atriz Margot Kidderdesempenhou  Louis Lane, a amorosa do herói, no mesmo filme em que o acidentado Cristopher Reeve. Assim como outros que integram esta lista, nunca mais teve êxito em sua carreira após o trabalho. Além disso, pouco tempo após o filme sofreu um acidente e ficou afastada por anos. Quando retornou passou por sérios problemas psiquiátricos e foi diagnosti- cada como maníaca depressiva. Durante um surto, ficou desaparecida por vários dias. Quando foi encontrada seus cabelos haviam sido arrancados por ela com uma lâmina de barbear e ela não tinha nenhuma lembrança de seus dias em falta.


Marlon Brando


Embora mais conhecido pelo seu papel em O Poderoso Chefão, Brando foi o pai do herói também no mesmo filme de 1978 que relaciona o acidentado Cristopher Reeve e a mal sucedida Margot Kidder. O ator Marlon Brando, por sua vez, colecionou tragédias em sua vida. A princípio seu filho esteve envolvido e preso devido a uma trama de assassinato do cunhado. A filha de Brando, a então viuva, perdeu seu filho para a família do ex-eposo assassinado e após um longo período de depressão suicidou-se. Além de todos estes problemas familiares quando ator decidiu se afastar do mundo dos cinemas desenvolveu doenças sérias como câncer e diabetes que culminaram em sua morte.


Lee Quigley


Ainda bebê desempenhou o herói chegando ao planeta. Após os filmes os pais da criança se separaram  e ele foi viver com os avós em Londres. Morreu curiosamente ao 14 anos por uma intoxicação por vicío de cheirar cola (isso mesmo aquela goma branca de colar papel!).



Richard Pryor


O famoso comediante estreiou o personagem Gus Gorman no filme Superman III (1983). Sua vida  após o filme esteve relacionada com vicío de droga, tentativa de suicídio e o desenvolvimento de escleroe múltipla. Por fim morreu de enfarte.

Lane Smith


Lane Smith desempenhou Perry White, a chefe do jornal Clarim Diário na serie de televisão: Lois & Clark: The New Adventures of Superman. Foi diagnosticado com Escleroes Lateral Amiotrófica e morreu dois meses depois.



Os dublês

Christopher Sayourum experiente dublê, aos 35 anos, era responsável por desempenhar as cenas de Tom Welling (Clark Kent no seriado Smallville). O profissional sofreu fraturas multiplas e lesões internas  em um acidente ao filmar um episódio que iria ao ar em julho de 2005. O acidente foi descrito por  testemunhas como um "acidente bizarro".  Mesmo após um ano meio, Sayour ainda não conseguiu voltar e até hoje recupera das fraturas que o impedem de desempenhar projetos.
Bill Stewart, dois anos antes de Sayour sofreu um acidente nas filmagens de Smallville também. O dublê foi internado com corte profundo e sérios quando desempenhou uma cena em que deveria pular por uma janela e o vidro não se despedaçou por completo ao contato..

Filme: Superman, O Retorno

De acordo com o site do BBC abaixo, o produtor Rob Burnett foi surpreendido por uma gangue no período de filmagens de filme. No assalto teve suas costelas quebradas e lesões nos oculares.
O editor Adam Robitel danificou sua espinha e perfurou um pulmão ao cair de uma janela.
O cameraman Todd Stanley sofreu uma fratura no crânio e a perda da ponta do um dedo mindinho, quando ele caiu pelas escadas abaixo na filmagem do longa.


Embora o exposto sugira a possibilidade de que exista uma verdadeira maldição, as opiniões se dividem e a própria "vítima" Margot é uma das defensoras do fim do boato. Pelo bem ou pelo mal, muitos atores preferem não correr o risco e até hoje o assunto é um tabu para muitos.Tanto é que o filme "Superman, Returns" levou um período de 16 anos para ser feito pela dificuldade em contratar um elenco. Para aqueles que se interessarem os artigos abaixo (em inglês) mostram essa e muitas outras histórias relacionados.

Fonte:
The 'Curse' of Superman - BBC.co.uk
Superman Curse - Wikipedia.com
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18/11/2013

Símbolos Celtas


Durante séculos, os símbolos e sinais Celtas detinham um incrível poder para os antigos celtas em todos os sentidos da vida.
Hoje, podemos aprender sobre esse poder e utilizá-lo, compreendendo a linguagem dos símbolos celtas.
Pelo mundo mágico dos símbolos e seus significados, podemos dizer, que de um modo geral, os símbolos celtas estão associados às espirais da vida e ao número três, tido como sagrado na cultura celta.
Desde as formas mais simples às mais compostas, encontraremos um padrão exato de movimentos centrífugos e centrípetos, representando movimentos internos e externos ligados aos ciclos do homem e aos fenômenos da natureza.
Os símbolos celtas, geralmente, são formados de espirais simples, duplas e triplos.

As manifestações artísticas celtas possuem marcante originalidade, embora denotem influências asiáticas e das civilizações do Mediterrâneo (grega etrusca e romana). Há uma nítida tendência abstrata na decoração de peças, com figuras em espiral, volutas e desenhos geométricos. Entre os objetos inumados, destacam-se peças ricamente adornadas em bronze, prata e ouro, com incisões, relevos e motivos entalhados. A influência da arte celta está ainda presente nas iluminuras medievais irlandesas e em muitas manifestações do folclore do noroeste europeu, na música e arquitetura de boa parte da Europa ocidental. Também muitos dos contos e mitos populares do ocidente europeu têm origem na cultura dos celtas.

A escrita, desenvolvida tardiamente (alfabeto ogâmico), era considerada mágica, e somente os seus sacerdotes a aprendiam, os famosos druidas. Antes disto, toda a cultura era passada oralmente e, por isso, muito do que sabemos hoje é uma mínima parte da real contribuição deste povo para a humanidade e ainda assim misturada com o paganismo clássico e com o cristianismo.





Nós Celtas

Existem poucas informações à respeito dos nós e de sua exata simbologia de acordo com cada tipo de dobradura. Mas o que pode concluir a partir do que se tem é que os celtas exprimiam com este tipo de desenho a idéia de que tudo está ligado, amarrado e de forma simbiótica, a evolução de todos se dá de forma conjunta.
É um símbolo da igualdade de essências e da interconexão de toda a vida (como vindo de uma coisa só).



Claddagh
Como quase tudo o que se tem da cultura dos celtas, a simbologia do Anel Claddagh está inserida em uma lenda:


Por volta do século XVI um jovem ourives apaixonado de Galway chamado Richard Joyce foi raptado por piratas. Pensando na sua donzela, ele desenhou um anel para expressar o que ele sentia. Consistia num coração, como expressão do amor, uma coroa como sua lealdade e em mãos como amizade.


Ao retornar após cinco anos, ficou extasiado ao saber que ela não havia se casado, e a presenteou com o anel. O Claddagh tem sido considerado um presente de casamento desde então.


Outras lendas dizem que o desenho foi trazido das Cruzadas por um rapaz capturado pelos Sarracenos. Qualquer que seja a história, se tornou um forte símbolo de afeição. O coração no centro do desenho representa o amor, as mãos que o circundam representam a amizade, e a coroa em cima (se presente) simboliza fidelidade. Os Claddagh são usados na mão esquerda, virados para o corpo, se seu coração já foi conquistado. Se não, usa-se o anel na mão direita, virado para a unha.



Cruz Celta

O Símbolo da cruz, bem mais antigo que o cristianismo era uma das principais formas de expressão artística entre os celtas. É seguida em sua base por um círculo, que representa a unicidade e o ciclo eterno.

Associada à coragem e ao heroísmo, a cruz celta ajuda a superar obstáculos e a conquistar vitórias graças aos próprios esforços. Atrai reconhecimento, fama e riqueza, mas essas bênçãos só são garantidas para quem trabalha com afinco e dedicação. Por isso, a cruz celta também concede força de vontade e disposição. A divindade relacionada a esse talismã é Lug, o Senhor da Criação na mitologia celta.



Triquetra

É um símbolo usado na magia, na bruxaria e na Wicca, e representam as três faces da Grande Mãe, a energia criadora do universo, cujas três faces são a Virgem, a Mãe e a Anciã. Também representava as estações do ano, que antigamente era dividido em três fases, primavera, verão e inverno.


A triquetra, em latim triquætra, é similar a um tríscele e pode ser interpretada como uma representação do Infinito nas três dimensões ou a Eternidade. Era um símbolo muito comum na civilização Celta devido o seu enorme poder de proteção. 


Encontrado inscrito em pedras, capacetes e armaduras de guerra, era interpretado como a interconexão e interpenetração dos níveis Físico, Mental e Espiritual. O círculo no meio, assim como no pentagrama, representa a perfeição e a precisão. Plagiado pelo Cristianismo, este símbolo passou a representar a trindade cristã, o Pai, o Filho e o Espírito Santo.


Triskelion ou Triskel

Triskelion é considerado um antigo símbolo indo-europeu, palavra de origem grega, que literalmente significa "três pernas", e, de fato, este símbolo nos lembra três pernas correndo ou três pontas curvadas, uma referência ao movimento da vida e do universo. Na cultura celta é dedicado à Manannán Mac Lir, o Senhor dos Portais entre os mundos.

Tudo indica que o número três era considerado sagrado pelos celtas, reforçando o conceito da triplicidade e da cosmologia celta de: Submundo, Mundo Intermediário e Mundo Superior.

O triskelion também é conhecido por triskle ou triskele, tríscele, triskel, threefold ou espiral tripla, e possui dois grandes aspectos principais de simbolismo implícitos em sua representação, que são:

- Simbologia ligada ao constante movimento de ir, representando: a ação, o progresso, a evolução, a criação e os ciclos de crescimento.

- Simbologia ligada às representações da triplicidade: Corpo, Mente e Espírito; Passado, Presente e Futuro; Primavera, Verão e Inverno... Os ciclos de transformação.

Os nós celtas são variantes entrelaçadas de símbolos do mundo pré-céltico, germânico e céltico.



Representação dos Três Reinos



O número três nos liga aos reinos do Céu, da Terra e do Mar – elementos que compunham o mundo celta – e por sua vez, formavam os Três Reinos, vistos da seguinte forma:

- O Céu, que está sobre nossa cabeça e nos oferece o Sol, a Lua, as estrelas e as chuvas que fertilizam a terra. Representa a luz, a inspiração (o fogo na cabeça) e os Deuses da criação.

- A Terra, que está sob nossos pés e nos dá o alimento, nos abriga e faz tudo crescer - são as raízes fortes das árvores. Representa o solo, a raíz e os Espíritos da Natureza.

- O Mar, é a água que está em nós, representa o Portal para o Outro Mundo, que sacia a sede e nos dá a vida - sem a água tudo perece e morre. Representa os seres feéricos, a água e os Ancestrais.

Sendo os três elementos interdependentes, onde cada um possui seu significado próprio, mas que dependem um do outro para continuar existindo, permitido assim, que o nosso mundo também exista em perfeita interação.

Essa cosmologia não-dualista é bem diferente dos quatros elementos da visão grega, pois os celtas viam tudo na forma de tríades. Os três reinos representam locais onde há vida e o fogo é a alma que caminha entre eles. Além disso, cada reino era relacionado a um grande caldeirão sustentado por três pernas, que por sua vez, possuíam três atributos diferentes.

Apesar de não haver um mito de criação como outras culturas indo-europeias, havia entre eles a ideia dos Três Mundos, como citamos anteriormente, descritos como:

- O Mundo Celestial: onde as energias cósmicas como o Sol, a Lua e o vento se movem. Associado aos Deuses da criação.

- O Mundo Intermediário: onde nós e a natureza vivemos. Associado aos espíritos da natureza.

- O Submundo: onde os ancestrais e os seres feéricos vivem. Associado ao Outro Mundo.

Portanto, as três pontas do triskelion eram associadas aos Três Reinos ou aos Três Mundos e ao fluxo das estações. E, numa versão moderna, às três fases da Lua vistas no céu: Crescente, Cheia e Minguante.

Com as mesmas características observadas nas espirais, seu movimento a partir do centro, pode ser descrito como no sentido horário ou anti-horário. Simbolicamente, o sentido horário: representa a expansão e crescimento e o sentido anti-horário: a proteção e o recolhimento.
"Tendo em consideração o número três, símbolo sagrado dos Celtas, o qual tanto se apresenta com a forma de tríade como de triskel, a tripla espiral que, girando à volta de um ponto central, simboliza por excelência o universo em expansão." Jean Markale - A Grande Epopéia dos Celtas.

De um modo geral este símbolo está associado ao crescimento pessoal, ao desenvolvimento humano, o fluir da consciência e da expansão espiritual.


Triluna
A Triluna representa os aspectos da Deusa; Virgem, Mãe e Anciã.
O símbolo começou a ser utilizado com o surgimento da  Wicca e das correntes New Age e neopagãs, e não possui relatos muito significativos entre povos antigos. 


Os antigos povos que adoravam deusas lunares comumente desenhavam círculos ou semi círculos (meia luas) como alusão a lua, mas não exatamente da forma como a triluna.


É atualmente muito usado pelas correntes neopagãs para simbolizar a polaridade feminina, tida como grande mãe, e seus aspectos de transformação em relação à lua, Virgem-lua crescente; Mãe – Lua Cheia e Anciã – Lua Negra. Serve como símbolo da Deusa e como um evocador de bênçãos da mesma.


Triquetra, Triskle e Triluna

As três fases divinas da mulher: A Donzela, A Mãe e A Anciã, foram altamente cultuadas por esta civilização.

Também representam as três fases do ciclo da vida: nascer, viver e morrer e ainda os três mundos conhecidos: a terra, o céu e o mar. No ser humano representam o corpo, a mente e o espírito, bem como a interconexão e interpenetração dos níveis Físicos, Mental e Espiritual.
Os Celtas consideravam o três como um número sagrado.

A antiga divisão do ano em três estações – primavera, verão e inverno – pode ter tido seu efeito na triplicação de uma deusa da fertilidade com a qual o curso das estações era associado.
Também associada às três fases da Lua.



Espirais Celtas

As espirais celtas encontradas em antigos sítios arqueológicos, conforme pesquisas, também são representações exatas de configurações planetárias visíveis, de estrelas mais brilhantes, de eclipses solares e lunares. Os povos antigos viam o tempo como uma roda, um círculo, sem começo e nem fim.
As espirais celtas são encontradas em vários artefatos e construções antigas. Geralmente, representam o equilíbrio do universo dentro de nós, ou seja, o equilíbrio espiritual interior e a consciência exterior.

Elas formam um padrão que começa pelo centro e se deslocam para fora ou para dentro, conforme a sua configuração.

As espirais com movimentos no sentido horário estão associadas ao Sol e a harmonia com a Terra ou movimentos que representam à expansão e à atração, em relação ao centro.

Por outro lado, as espirais com movimentos no sentido anti-horário estão associadas à manipulação dos elementos da natureza e aos encantamentos que visam à interiorização e à transmutação de energias, assim como a proteção.
Lembrando que entre os celtas, mover-se em torno de um objeto em sentido anti-horário era considerado como mau agouro.


"As Espirais da Vida" e que representam, de um modo geral, o ciclo da vida, da morte e do renascimento.

As espirais da vida são belas representações da eternidade da alma!



Awen

A imagem acima representa o AWEN , símbolo da triplicidade, cada um dos pontos são as posições do sol nascente no Solstício de inverno, nos Equinócios e no solstício de Verão, as linhas ou raios parte da luz do sol, que estimula a vida e dá inspiração. Símbolo do Druidismo moderno representa a inspiração e as três classes druídicas: Bardos, Ovates e Druidas


Também pode ser representado como o primeiro e terceiro raio que representa a energia masculina e feminina .

O raio médio representa o equilíbrio de ambas às energias e o símbolo de fogo Arwen é o símbolo com os 3 raios para baixo.

 

Cinco Vezes

Esse padrão também representa o equilíbrio.
Os quatro círculos externos simbolizam os quatro elementos: terra, fogo, água, ar.
O círculo do meio une todos os elementos com o objetivo de alcançar o equilíbrio entre os quatro elementos ou energias.





Árvore da Vida

As arvores por si sós já eram sagradas para os Druidas. Este símbolo representa também a transmutação e o regresso ao mesmo ponto, um ciclo interminável e natural, pelo fato de as raízes e a copa estarem unidas. Podemos retirar também a relação com os Mundos (Supramundo, Mundo e Submundo). O fato de o Superior e o Inferior estarem unidos por nós nada mais é que a afirmação “o que há em cima, há em baixo”. As arvores, além de guardar os mistérios do universo, são os portais para o mundo dos Deuses. Elas representam o equilíbrio e elo entre os elementos da natureza. A Yggdrassil para os Nórdicos era uma arvore colossal que sustentava todos os mundos e reinos. Os druidas cultuavam o mesmo e por isso que eram os “Sábios das Arvores”.

A palavra Druida significa “Aquele que tem conhecimento do Carvalho”.
O carvalho, nesta acepção, por ser uma das mais antigas e destacadas árvores de uma floresta, representa simbolicamente todas as demais. Ou seja, quem tem o conhecimento do carvalho possui o saber de todas as árvores.
É importante dissociar as palavras “Druida” de “Celta” porque muita gente faz confusão. Celta é o nome do povo, enquanto Druida é o nome dado a uma casta de sacerdotes especiais que viviam entre os celtas e agiam como conselheiros destes. É a mesma relação entre “judeus” e “rabinos”.

A ligação dos Druidas com as Árvores se dá ao tratamento de respeito e troca que se praticava nos tempos antigos, sabendo-se que a madeira era o único combustível, usada também na construção de casas. A madeira era utilizada com respeito e honra, compreendida como sagrada e mantedora da vida.
A vida cotidiana de um Druida estava apoiada na estrita subserviência a estas regras e na observação da natureza, onde descobriram os usos medicinais; o respeito pelos bosques como lugares sagrados era outra de suas ocupações, para o qual contaram com o apoio da aristocracia militar das comunidades celtas.


O hermetismo destes ritos, assim como seu caráter oral, fazia com que a capacidade mais admirada pelos druidas fosse sua memória, por isso seus sucessores na tribo deviam se destacar desde jovens nesse sentido, além de jurar honrar sempre aos deuses (o conhecimento era secreto), não obrar imprudentemente e estar sempre disponíveis para os serviços que demandasse a comunidade.




fontes:
templodeavalon
caminhocelta
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14/11/2013

A Caverna dos Corpos Queimados


Em uma das mais remotas regiões desse estranho país, existe uma tribo conhecida como Kuku-Kuku. Por ficarem quase que totalmente isolados da civilização, esse povo segue seus próprios rituais, que remontam centenas de anos e pouco levam em conta as tradições e pudores que nós temos.
Um dos costumes mais característicos da Kuku-Kuku são os corpos defumados. Em vez de enterrar seus parentes mortos, eles amarram os corpos em varas de bambu e os queimam em fogueiras para ajudar na conservação. Mesmo com essa artimanha, os órgãos internos ainda podem entrar em putrefação, por isso eles também arrancam o que tem dentro do corpo e muitas vezes fazem isso pelo anus.
Depois de tudo, eles deixam os corpos expostos na entrada ou dentro de cavernas, como se fossem sentinelas. E, quando a saudade bate, os membros da Kuku-Kuku levam os mortos para a aldeia, onde as múmias defumadas participam de comemorações características daquele povo.

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11/11/2013

A Lenda do Golem


O Golem é um dos mais fascinantes mitos judeus. É feito de barro à imagem do homem, tendo como propósitos a proteção da comunidade judaica e a realização de trabalhos braçais. Embora hajam citações na Bíblia Hebraica e no Talmud, o primeiro relato sobre o golem que se tornou famoso foi escrito no início do século XIX. Contava a criação de um deles pelo rabino Judah Loew (1520-1609),  na cidade de Praga do século XVI. Cronologicamente, porém, há um relato anterior, de 1674, quado o Golem teria sido criado pelo rabino Elias Baalschem.

A lenda do Golem, no seu início, tem três pontos principais. O primeiro se refere à influência de crenças ancestrais da ressurreição dos mortos através do ato da colocação do nome de Deus na boca, na testa ou no braço do cadáver (a remoção do pergaminho ou o ato de apagá-lo causaria sua volta aos mortos), lendas comuns na Itália do século X. O segundo se relaciona com às ideias da prática alquimista referentes à criação de homunculus, que seria criado in vitro com uma mistura de terra e água (ver Paracelso). O terceiro é a própria definição simbólica do Golem, de seu início e fim: um ser, servo do seu criador, cujo poder cresce continua e perigosamente até o limite em que, a fim de preservar a própria comunidade, deve ser devolvido ao barro de onde foi criado.


A simbologia está no respeito aos elementos, que podem proteger e destruir com a mesma força, nunca podendo ser controlados totalmente pelo homem. Vem também à cabeça a velha lei de Deus, "és pó e ao pó voltarás." É no contexto do hassidismo, movimento judeu, que se desenvolve o mito do Golem.

Em muitas dessas estórias é escrita na testa do ser (em outras há a colocação de um pergaminho nele) a palavra AEMAETH, lida Emeth, que significa Verdade. Ao se apagar a primeira letra, o Aleph (ver o conto de mesmo nome de Borges que trata do universo mágico da mesma), resta a palavra MAETH , lida Meth, morte, o Golem retorna ao pó. A criação desse ser não é desprovida de riscos. Além do fato de que, como a maioria das narrativas cita, ele continua a crescer, tornando-se mais forte e incontrolável, havia a possibilidade de um demônio (Samael ou Lilit) entrar no invólucro de barro e mesmo que a feitura não fosse bem realizada e ele degenerasse para um tipo idiota e inútil.

O Golem do rabino Judah Loew

Embora a comunidade judaica de Praga fosse melhor tratada pela aristocracia local do que o eram a maioria dos judeus da Europa, ainda assim os judeus eram vítima frequente de ataques anti-semitas e de uma política oficial discriminatória. Em 1357, por exemplo, o rei Charles IV determinou o confinamento de toda a população judaica em um único bairro. Em Pessach de 1389, três mil judeus entre homens, mulheres e crianças foram assassinados. Eram épocas difíceis para a comunidade de Praga.

No final do século XVI, quando o rabino Judah Loew (1520-1609), um dos mais respeitados e queridos sábios do Leste Europeu, tornou-se Grão-rabino de Praga, o perigo para os judeus era iminente. O Maharal, nome pelo qual o rabino se tornou conhecido, estava ciente do perigo. O ódio era incitado pelo bispo Tadeusz, judeu convertido. Como resultado, explodia a violência e sangue judeu era derramado.

O Maharal tentara desesperadamente apaziguar os ânimos, mas seus apelos à razão e à justiça não obtiveram resultado. A agitação atingira seu ponto máximo e a comunidade judaica receava um massacre.

Conta a tradição que o sábio teve um sonho no qual recebeu indicações de como poderia evitar a catástrofe que ameaçava abater-se sobre seu povo. A resposta veio oculta nas dez primeiras letras do alfabeto hebraico. O Maharal, além de ser um grande sábio, mestre na Torá, no Talmud e na Cabalá, possuía poderes mentais e espirituais inigualáveis. Por isso, entendeu a mensagem que lhe indicava fazer uma figura de argila que se transformaria em um Golem. Esta criatura teria, então, meios para destruir os inimigos de Israel, protegendo a comunidade que cada vez mais se sentia acuada.

Na manhã do dia seguinte, 20 de Adar de 1580, mandou chamar seu genro e seu discípulo preferido. Contou-lhes seu sonho, a revelação que tivera e a decisão de criar um Golem. Ao ver o espanto dos dois, avisou que aquela não seria a primeira vez em que se criaria este artifício. Muitas tentativas haviam fracassado no passado, mas o Talmud contava que o sábio Rava havia conseguido.

Yossel, o Golem

Os três homens foram à mikvê, na qual se purificaram por três dias, rezando, jejuando e santificando seu espírito e coração com extrema devoção. Ao amanhecer do terceiro dia, prepararam um pacote de roupas do tamanho de um homem normal e levaram-no a um lugar fora da cidade, próximo às margens do rio Vlatva. Lá, moldaram um boneco de argila com a aparência de um homem inclinado, com a cabeça voltada para o céu.

O Maharal disse a seu genro, que desse sete voltas ao redor do boneco repetindo certos nomes e letras sagradas. Depois, disse a seu discípulo, da tribo dos levitas, que fizesse o mesmo. E, por fim, ele próprio fez o mesmo. Tendo terminado a última volta, colocou um pergaminho onde escrevera o nome de Deus sob os lábios da figura de argila. Em seguida, recitaram sete vezes, unidos em grande concentração, o versículo da Torá que diz: "E Ele insuflou em suas narinas um sopro de vida, e o homem tornou-se um ser vivo". Neste momento, o Golem abriu os olhos. Então o Maharal ordenou-lhe que se erguesse, cobrindo-o com as roupas que haviam trazido.

"Seu nome é Yossi", disse o Maharal. "Eu o criei, com a ajuda de Deus, para que cumpra a missão divina de proteger os judeus contra seus inimigos. Você obedecerá a todas as minhas ordens, não importa o que eu ordene, pois é destituído de vontade própria. Seu lugar será dentro do Beit-Din, onde terá as funções de shamash".

Feito isso, os três homens partiram em direção à cidade, seguidos pela criatura que tinha a aparência e os movimentos de um homem normal. Embora mudo, pois o poder da fala só podia ser concedido por Deus, e desprovido de quaisquer pensamentos ou inteligência, o Golem compreendeu o que o Maharal lhe havia dito.

Ele ficava, o dia todo, sentado no Beit-Din, sem nada falar ou fazer, o olhar vazio. Ninguém na comunidade sabia quem era nem de onde viera. Deram-lhe o apelido de Yossi, o mudo. Ninguém, exceto o Maharal, podia dar-lhe ordens ou recorrer a seus serviços. Se falassem com ele, não reagia; nunca abria a boca. Seu rosto só se animava quando o Maharal lhe falava. Então, escutava atenta e humildemente, partindo a seguir para executar a missão.

As missões do Golem

Todas as histórias sobre o Golem começam frequentemente da mesma forma: um judeu acusado injustamente por crimes imaginários. E terminam também da mesma forma: o Golem intervém para que tudo volte a seu devido lugar. Segundo a tradição, o rabino Loew, o Maharal, era quem lhe dava ordens, pois o Golem não tinha inteligência própria. Assim, com a ajuda da criatura, desfaziam-se os complôs contra a comunidade judaica. Certa ocasião, salvou uma menina judia de se converter à força. Em outra, após o Maharal descobrir que a matzá para Pessach havia sido envenenada, o Golem descobriu o culpado.

Dez anos após ter sido criado, a situação dos judeus havia melhorado e o Maharal concluiu que a missão do Golem terminara. Em 1590, durante Lag Ba'Omer, o Maharal ordenou-lhe que o acompanhasse ao porão da sinagoga. Lá, disse-lhe que se deitasse e abrisse a boca. O sábio tirou o pergaminho no qual estava escrito o Nome Divino e disse à criatura: "Você é pó e vai voltar ao pó". Yossi, o Golem, cumprira o seu destino.

Anos mais tarde, no entanto, espalhou-se entre os judeus de Praga uma lenda segundo a qual Yossi, o Golem, não virara pó, mas estava escondido desde 1590 no sótão da sinagoga de Praga em profundo sono.

Lenda ou realidade?

Visitando Praga, é fácil ser atraído pela lenda do Golem através de dois pontos turísticos. O inesquecível e emocionante Cemitério Antigo Judaico, no bairro judeu, no qual se encontram mais de 12 mil túmulos do século XV. Embora vários líderes renomados da cidade estejam enterrados lá, o mais visitado é o túmulo do Maharal. E, assim como o Muro das Lamentações, em Jerusalém, está repleto de bilhetes de orações e pedidos. O segundo local que atrai os turistas é a Sinagoga Alt Neue (Antiga Nova), construída em 1280, única em funcionamento até hoje. As outras sinagogas viraram museus. É a mais antiga casa de orações judaicas na Europa e uma das construções góticas mais antigas de Praga. Reza-se nesta sinagoga há mais de 700 anos, com exceção do período da Segunda Guerra Mundial. E, enquanto se ora, ao olhar para o teto arredondado, surge a dúvida. E o Golem, ainda estaria no sótão?

Mas será que o Golem realmente existiu? Rabinos famosos afirmaram que sim. Recentemente, o rabino Moishe New, líder chassídico do Canadá, e diretor do Centro da Torá de Montreal, ao ser questionado sobre o assunto respondeu: "O Talmud relata momentos nos quais outros Golems foram criados para proteger a vida dos judeus, exatamente como fez o Maharal".

E acrescenta: "Ao corpo do Golem foi dada uma alma e assim tornou-se uma espécie de anjo dentro de um corpo feito pelo homem. Os anjos são tidos como criaturas que não têm livre arbítrio e não são capazes de fazer julgamentos morais. São "robôs" espirituais subservientes a seus construtores. O Maharal, enfatiza o rabino, era cabalista, além de filósofo e talmudista. Escreveu uma série de 20 livros baseados na Cabala chamados de Guevrot Hashem, ou O poder de Deus".

O Golem na literatura e no cinema

A lenda do golem forneceu elementos para alguns clássicos da literatura fantástica, principalmente entre autores alemães e judeus. Um dos primeiros marcos é o livro de 1909, Nifla'ot Maharal im ha-Golem ( em inglês "The Miraculous Deeds of Rabbi Loew with the Golem"), publicado por Judith Rosenberg como um manuscrito antigo, embora seguramente não escrito antes de 1890.

Baseada na lenda e nas descrições dos livros rituais dos séculos XIII e XIV, a autora fez ficção moderna, onde coloca passagens inadmissíveis para a lenda, como o amor do golem por uma mulher, e interpretações simbólicas do significado da criação do golem, comparando seu surgimento, um homem não redimido e deformado, com a evolução do povo judaico e mesmo com a ascenção da classe operária e sua busca por liberdade. Em 1919, Haim Bloch escreve Der Prager Golem (publicado na Inglaterra em 1925), citado como escrito a partir de um suposto manuscrito de mais de 300 anos, mas na verdade baseado no livro de Rosenberg.

Quaisquer que sejam as versões da lenda, nenhuma delas supera o mais famoso romance já escrito sobre o mito: "O Golem" (Der Golem), de Gustav Meyrink (1868-1932), publicado na Alemanha em 1915 (traduzido para o inglês e publicado na Inglaterra em 1925). Meyrink, alemão da Bavária, passou muitos anos em Praga, onde colheu os dados para seu romance. Os pontos altos do livro eram a minuciosa descrição dos fatos e locais e a atmosfera soturna. No golem ele faz uma terrível alegoria do homem reduzido ao automatismo pela pressão da sociedade moderna. Meyrink tinha conhecimento dos trabalhos e teorias de Freud e Jung, e em sua obra abundam alusões a sonhos, labirintos, sexualidade, perturbação, símbolos e tradição.

No cinema, entre 1914 e 1920, Wegener fez três filmes tendo o golem como tema. O primeiro, "The Golem," passa-se no século XXIX; logo depois ele fez "The Golem and the Dancer", um filme leve de fantasia e, finalmente, "The Golem: How He Came into the World", que passa-se no século XVI e retorna à história do Rabbi Loew. Apenas o último deles foi conservado. Nele o golem é representado pelo próprio Wegener.Uma versão diferente pode ser vista numa peça do poeta H. Leivick, publicada em New York, no ano de 1921. Nela, o Golem é um falso salvador, que prometia libertação mas só oferecia violência. É , de certa forma, uma antecipação do futuro próximo dos judeus da Tchecoeslováquia, que sucumbiriam ante o regime nazista, a partir dos anos 30.

Alguns livros relacionados ao mito:

A. von Armin: "Isabelle von Aegypten, Kaiser Karls des Fünften erste Jugendliebe" (1812)
E.T.A. Hoffmann: "Die Geheimnisse" (1820) e "Meister Floh (1822)
W. Rathenau: "Rabbi Eliesers Weib" (1902)
Leivik: "Der Golem" (1920)
R. Lothar: "Der Golem" (1900)
G. Meyrink: "Golem" (1915)


Fonte: http://www.sinistroaoextremo.net/
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