24/01/2014

4 Casos Aterrorizantes de Possessões Demoníacas


Fonte da imagem: Reprodução/trutv

1 – Julia

É muito raro que episódios de possessão sejam descritos por cientistas, já que normalmente são encarados como resultado de problemas mentais ou simples fraudes. No entanto, em 2008, o psiquiatra Richard E. Gallagher, professor da Faculdade de Medicina de Nova York, documentou o caso de uma paciente apelidada de “Julia”, a qual o médico acreditava estar possuída pelo demônio.
O próprio Dr. Gallagher presenciou objetos voando pelo quarto da paciente, além de ver Julia levitar sobre sua cama e falar em idiomas estranhos com voz masculina e gutural. A mulher inclusive teria desenvolvido a clarividência, descrevendo acontecimentos que ela não tinha como saber das vidas de pessoas próximas e, durante os rituais de exorcismo ou quando se encontrava em transe, Julia demonstrava desprezo por qualquer coisa religiosa ou sagrada.
Fonte da imagem: Reprodução/Ciência Online

2 – Clara Germana Cele

Clara era uma jovem sul-africana que, no início do século 20, aterrorizou as freiras do colégio no qual estudava. Segundo os relatos, Clara decidiu — por alguma razão sinistra — fazer um pacto com o diabo e, poucos dias após o “trato”, começou a se comportar de forma bizarra. Além de se tornar clarividente e de começar a falar em diversos idiomas, a moça ficava agitada ao se deparar com crucifixos e outros objetos religiosos, e produzia sons horríveis na presença das freiras.
As religiosas inclusive flagraram Clara levitando a mais de 1,5 metro de altura algumas vezes, até que decidiram chamar dois padres para realizar o exorcismo. Mais de 170 pessoas teriam presenciado o ritual — que durou dois dias —, e inclusive teriam testemunhado a jovem tentando estrangular um dos sacerdotes e levitando enquanto as sagradas escrituras eram lidas diante dela.
Fonte da imagem: Reprodução/Guia de Terror

3 – Anneliese Michel

Você se lembra do filme “O Exorcismo de Emily Rose”? Ele foi inspirado no caso de Anneliese Michel, que ficou famoso nos EUA na década de 70. De acordo com a história, a jovem apresentava um histórico de epilepsia e distúrbios mentais, e o quadro piorou drasticamente depois de a jovem — que era cristã fervorosa — começar a ouvir vozes e a rejeitar figuras religiosas.
A família de Anneliese, convencida de que se tratava de uma possessão demoníaca, solicitou à igreja que o exorcismo fosse realizado. No entanto, apesar de o pedido ser recusado, dois padres decidiram ajudá-la secretamente. Então, os pais da moça suspenderam o tratamento médico de Anneliese, e após um ano de sofrimento e de quase 70 rituais de exorcismo — dos quais vários foram filmados! —, ela acabou falecendo. Tanto os sacerdotes quanto os pais da jovem foram condenados por homicídio culposo.
Fonte da imagem: Reprodução/Monet

4 – Roland Doe

Este caso horripilante acabou se transformando em um dos filmes de terror mais cultuados e conhecidos do mundo: “O Exorcista”. O nome “Roland Doe” — ou Robbie Mannheim — é apenas um pseudônimo utilizado pela Igreja Católica para preservar a identidade real do garoto possuído, que teria sido submetido a rituais de exorcismo na década de 40. Tudo começou depois de Doe começar a brincar com uma tábua ouija, abrindo o caminho para a ação de espíritos malignos.
A família do garoto começou a ouvir sons estranhos pela casa, e objetos religiosos passaram a se mover sozinhos e a serem lançados das paredes. Doe passou a apresentar arranhões horríveis pelo corpo — alguns formando palavras —, e a falar com voz estranha em idiomas desconhecidos, além de levitar com o corpo todo retorcido.
Aterrorizada, a família de Doe pediu que um padre realizasse o exorcismo, e depois de mais de 30 tentativas o sacerdote apontado pela Igreja conseguiu concluir o ritual. Todo o processo teria ocorrido em um hospital, e os gritos do menino puderam ser ouvidos por todo o edifício. O pessoal que trabalhava na instituição também descreveu a forte presença de um horrível cheiro de enxofre.
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19/01/2014

Advogado do Diabo


Ali, logo – disseram-me ao ouvido.
Apontou-me não sei o quê de luminoso opaco: lá está!
Ah!
O inferno veio pousar à minha frente. Inteiro, completo. E os meus olhos descansaram na imagem de seu dono, seu senhor. Terrível pesadelo!
Senhor de tais recônditos – disse eu – já não mais andas sozinho. Antes trazes agora contigo o teu reino?
E sentado no canto escuro do meu quarto, onde somente sua silhueta era divisada na penumbra da luz lunar, ficou.

- Não há sobre esta superfície corrompida, uma só coisa da qual poderás me surpreender. Antes, eu me repugno com o lado externo das coisas do que o avesso. Demoraste. É tarde para ti.
Falou-me:
- É tudo uma questão de escolha. Tudo!
Pode-se ficar de qualquer lado e terás sempre uma razão.
Ah, A ambigüidade! Coisa divina ou proeminentemente humana?
Sim, advogados. Façam uma estátua e cultuem a ambigüidade. Que seria de vós sem ela?
Essa coisinha pariu uma filhinha...humm...E ela é tão adorada! A humanidade a adotou, é sua afilhada querida.
Que nome a deram?
Hipocrisia chama-se ela. Filha amada!
Mas ouça: antes dela nasceram duas irmãzinhas gêmeas, univitelinas. Mas, ah! Que fatalidade: São tão distintas. Como pôde? Ora, que importa? Todos gostam delas também. Mas uma, querem para si, a outra dão para os outros, mas sempre as querem por perto.
Mas como se chamam?
Verdade e Mentira, são como as chamam
- Ora, ora, mas veja se não é o que dizem, senhor deles. Tu és o pai de uma delas, a quem chamam  Mentira. Sua filha amada.

- Há um dito entre os humanos e que é universal. Ora, dizem que pai é quem cria. Se tu a crias, é filha tua, embora tenha nascido de mim.

- Calo-me quanto a isso. Se podes pensar assim. Maldita! Maldita ambigüidade.
Mas, senhor deles, piso-te o cenho feio. Vai, e contigo tua casa. Sobre esse assoalho há terra fria, mas mais ao fundo encontrarás solo quente. Esta superfície que me arrasta, e comigo tudo abaixo do manto gasoso, é minha casa. Não! É por onde vaga meu corpo, que é casa do meu espírito. Sobre esse corpo necessito um telhado para proteger-me corpo e espírito. Mas sobre tu está tudo e todos.  Para que necessitas dessa proteção?

- Até as palavras necessitam de abrigo, pois se as tivéssem apenas no ar não lembrarias nem mesmo o teu nome.


Rogério Silva

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14/01/2014

Apolônio de Tiana


Um dos personagens mais influentes da história antiga e também um dos menos citados nas eras seguintes, foi Apolônio de Tiana. Sua biografia confunde-se, e em alguns momentos parece se omitir da história. Estudiosos e fabulistas conjecturam sobre sua vida, personalidade e obras.

Apolônio notabilizou-se para a posteridade como um filósofo neo-pitagórico e professor. Assim, sabe-se que nasceu na cidade de Tiana, Capadócia, Turquia, possivelmente em 2 a.C.. Recebeu sua educação formal em Tarso e em Aegae onde estudou medicina e as doutrinas pitagóricas. Esteve também na Grécia, Assíria, Babilônia e Índia, Mongólia, Tibet e um período de isolamento no Himalaia, entrando em contato com o misticismo dessas culturas e escolas iniciáticas como a Gnose e o Hermetismo.

Foi neste momento que atraiu a atenção de um jovem escriba de nome Damis, o qual o acompanhou e tornou-se uma espécie de discípulo e biógrafo pessoal de Apolônio.

Os registros de Damis compreendem, além da vida de Apolônio, também uma rica fonte de referências sobre aquele tempo. Foi a partir do trabalho de Damis que tornou-se possível construir uma biografia mais clara de Apolônio. Quando estes escritos estiveram em poder da imperatriz romana Julia Domma, esposa de Sétimo Severo, que os entregou a Flavio Filóstrato que, por sua vez, recebeu a incumbência de traçar a vida de Apolônio, elaborando assim A Vida de Apolônio, a mais rica, mas não necessariamente a mais confiável, fonte biográfica do filósofo.

Apolônio esteve também na Espanha e na Itália. No fim de sua vida, possivelmente com aproximadamente cem anos de idade, instalou-se em Éfeso, onde veio a falecer.

A obra que Apolônio construiu em sua vida foi muito rica e seus tratados sobre medicina, ciência e filosofia orientaram, mesmo que indiretamente, o desenvolvimento destas áreas. Há ainda, tratados alquímicos de autoria atribuídas à Apolônio.


O místico Apolônio

Através de algumas fontes pode-se encontrar um Apolônio mais místico do que filósofo e mais ocultista do que científico. Entretanto, essas referências podem não ser tão confiáveis; mas, certamente, ajudaram a construir sua imagem e a solidificá-la na história.

Sob este aspecto, Apolônio teria, assim como Cristo, nascido de uma virgem, bem como sua vinda teria sido anunciada por um anjo. Ainda, teria influenciado fortemente os seguidores de Cristo e assim ajudado a fundamentar as bases que regem o catolicismo, como a liturgia e o simbolismo.

Durante suas viagens pelo oriente, acompanhado de Damis, iniciou-se em diversas doutrinas e atingiu rapidamente os níveis mais elevados dos mestres. Apolônio teria absorvido uma carga de sabedoria que só seria possível se vivesse na Terra por incontáveis anos. Acumulou conhecimentos sobre o uso dos cristais, a aplicação das cores nos templos sagrados, a utilização da música como canal de contato com mundos superiores; além de estudar simbologia, transmutações de elementos da natureza, cura, o dom de profetizar, de se comunicar com outros seres através de linguagens específicas etc.

Um caráter místico foi atribuído a pessoa. Por onde passava, Apolônio era recebido como um poderoso sacerdote capaz de realizar milagres, promover a cura de enfermos terminais e todo o tipo de atividade sobrenatural.

Em Roma, teria ressuscitado a filha de um governante. Também foi acusado de traição aos imperadores Nero e Domiciano, isentando-se de tais acusações por meios "mágicos". Certa vez, quando encurralado por um grupo de cães ferozes prontos para atacar, Apolônio simplesmente "desapareceu" no ar frente a uma multidão.


O Nuctemeron

A um não iniciado é possível a aquisição de apenas um trabalho autêntico de Apolônio de Tiana, cujo o nome é Nuctemeron, mas até mesmo dele existem também algumas edições falsas. A palavraNuctemeron pode ser traduzida e interpretada como uma expressão equivalente à O Dia de Deus que Resplandece nas Trevas ou simplesmente o dia e a noite. A obra é um tratado de cunho ocultista de autoria provável de Apolônio. Este tratado traz doze "capítulos" distribuídos como as doze primeiras horas do dia. Cada "hora" seria uma instrução específica para um grau de elevação espiritual. Desse modo, os ensinamentos desta obra são apresentados em linguagem um tanto velada, pois são ensinamentos de altíssimo nível.

Portanto, seria uma evidência de que Apolônio não apenas rondou os temas herméticos, mas como também fora um estudioso e praticante de modalidades distintas do ocultismo.


Apolônio pela História

A obra Vida de Apolônio, de Filóstrato, pode ser considerada uma narrativa um tanto fantasiosa. Ao que parece, o autor tentou atribuir à Apolônio um caráter divino comparável à Cristo. Até mesmo a imagem do apóstolo Paulo teria sido "inspirada" na imagem de Apolônio.

Mais de duzentos anos após sua morte, Hierócles afirmava que a vida e as obras de Apolônio eram mais relevantes que a de Cristo. Adriano, o imperador romano, foi um entusiasta dos trabalhos de Apolônio, promovendo sua disseminação durante seu império. Na Idade Média, devido a algumas semelhanças biográficas com Cristo, a imagem de Apolônio foi denegrida pelo clero, considerando-o um impostor ou mesmo um mago satânico. No século XVII, Voltaire reafirmou a importância do filósofo.

De qualquer forma, o incógnito personagem de Tiana enraizou-se na história e há quase dois mil anos desperta interesse, curiosidade e admiração.,

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11/01/2014

Manual dos Pactos Satânicos


O guia definitivo dos pactos demoníacos
Pacto com o Daibo
Poucos assuntos causam tanto fascínio e horror no meio ocultista quanto o Pacto com o Diabo. Mesmo na visão mais simplista esta o contrato infernal é uma das maneiras, mais fáceis, e também mais perigosas de um mago conseguir o que quiser, ter tudo o que desejar  realizar qualquer coisa antes considerada impossível.

Teoricamente, o pacto pode tornar o pobre coitado em milionário de sucesso e a menina feia numa irrestivelmente sexy e poderosa mulher. Ele pode ser usado como ferramenta de vingança, ou de conquista. Pode oferecer dinheiro, sucesso, fama, amor, sexo ou qualquer outra coisa que um ser humano ache desejável. Tudo ao alcance de quem fechar o contrato e estiver disposto a pagar de volta o valor exigido.
Todos conhecem histórias de reis, governantes, artistas e empresários que a fim de alcançarem seus objetivos tornaram-se dispostos a pagar o mais alto dos preços. O que poucos sabem é que o pacto satânico é uma prática muito mais comum do que se supõe, levada a capo por uma infinidade de pessoas, que munidas de suas próprias crenças e métodos resolvem seus problemas pessoais desta inusitada forma.

Neste Manual, você encontrará informações valiosas sobre os pactos satânicos, não como literatura, como é comum entre os poetas, nem como metáfora no jargão do Satanismo Moderno, mas como uma pratica ocultista real, com seus próprios perigos e benefícios.  Encontrará todas as sugestões e advertências necessárias. Um guia completa para quem se aventurar em tratar a vida e a morte como moedas de troca.

Índice


PARTE I – Os Mitos sobre os Pactos

1. Opiniões divergentes sobre os pactos

Entre os ocultistas sérios não é dificil encontrar praticantes favoráveis a prática do pacto com espíritos diabólicos, que enxerga no ritual um ato de coragem de de domínio sobre ospoderes da escuridão. Com eles faz coro a voz de Pierre Delancre, ao dizer que: "O aspirante aos segredos das sombras; a manipulação das armas mágicas; aquele que se recusa a tentar contra os demônios, não merece nem o ensinamento de seu mestre, nem os segredos, nem os desvendamentos, muito menos a própria existência. O exercício do controle sobre as serpentes é condição sine qua non para a prática integra da bruxaria, seja ela branca ou negra."
E justamente por ser um ato de dominação,não é uma pratica para fracos.  por este motivo, Emmanuel Swedenborg, e outros estudiosos alertam que "Quando os demônios insinuam-se aos iniciados, começam por ceder as mais distintas vontades de seu pretensioso manipulador: com a única intenção de atraí-lo - fingem obediência, submissão e subordinação. Ele acredita, inocentemente que está no controle da situação. Com os ponteiros do relógio acelerados, o homem passa a ter a noção de que ele é o elo mais fraco dessa corrente; o lado mais frágil desta corda intitulada de pacto; que há de arrebentar-se e o levará pelo pescoço ao fundo de um poço da qual jamais ninguém encontrou o caminho de volta." -
Frente a opiniões tão diferentes, de medo versus coragem e de imprudência versus cautela, não é dificil a confusão mental. Mas tente imaginar a cena por si mesmo, não  é difícil:
Você e o Diabo frente a frente, um contrato a sua frente e um futuro brilhante e cheio de dinheiro e sucesso, também a sua frente. Isso para não esquecer as mulheres; quem mais faria um contrato vendendo a alma sem o direito de ter uma Playboy Mansion para desfrutar ? Sempre em frente. Como diria o frontman do Iron Maiden, Bruce Dickinson em Caught Somewhere In Time, faixa de abertura do album Somewhere In Time de 1986: "You have got just your soul to lose."
Navegando pela internet ou checando velhos livros de páginas amareladas pelo tempo, a quantidade de bobagens ditas e escritas, e o pior de tudo: SEGUIDAS sobre supostos entendidos em magia negra e seus pactos diabólicos; é para se dar razão aos céticos quando nos olham com um risinho cínico e até mesmo piedoso. A distorção dos fatos, fez dos pactos diabólicos, umas das atividades menos críveis da história da magia.
Pois vejamos algumas das asneiras encontradas em livros considerados sérios e também da rede mundial de computadores, mais conhecida como Internet:
Eliphas Levi, em Dogma e Ritual da Alta Magia, desaconselha, despreza e até ridiculariza práticas de magia negra incluindo o Pacto com Diabo. Apesar disso tudo, ele inclui em sua mais famosa e comentada obra alguns comentários pertinentes e descrições sobre este tipo de Pacto:
“Os evocadores do diabo devem, antes de tudo, ser da religião que admite um diabo criador e rival de Deus. Eis como procederá um firme crente na religião do diabo, para corresponder-se com seu pseudodeus (falso-deus).” Levi deixa claro que qualquer "diabo" é uma criação do operado, entidade composta de fluidos astrais provenientes das próprias emanações energéticas sutis do magista que as provoca deliberadamente.
Aquele que afirma o diabo, cria ou faz o diabo. Ainda segundo Levi, para ser bem sucedido nas evocações infernais, é preciso ter:
1º - Uma teimosia invencível
2º - Uma consciência ao mesmo tempo endurecida no crime e muito acessível ao remorso e ao medo.
3º - Uma ignorância parente ou natural.
4º - Uma fé cega em tudo o que não é crível.
5º - Uma idéia completamente falsa de Deus.
Eliphas Levi destaca a necessidade de renegar a Deus posto que o Diabo é o principal adversário do Criador. A fim de efetivar esse ato de rejeição, o autor enumera complexos procedimentos tais como:
1) PROFANAR as cerimônias do culto ou religião de origem e desrespeitar seus símbolos sagrados.
2) JEJEUM: durante quinze dias fazer somente uma refeição, sem sal e depois do crepúsculo: "esta refeição será de pão preto e sangue temperados com molho, também sem sal, de favas pretas, ervas leitosas e narcóticas.
3) EMBEBEDAR-SE: A cada cinco dias, depois do crepúsculo, além da refeição, é preciso embebedar-se com vinho preparado com uma INFUSÃO feita com 5 cabeças de papoulas negras e cinco onças de linhaça triturada. Deixa-se descansar por cinco horas. A mistura deve, então, ser coada em uma toalha que tenha sido feita ( ou que pertença a uma ) por uma mulher, de preferência, prostituta.
4) DIAS DA EVOCAÇÃO: Os dias propícios para a evocação do demônio são: na noite de segunda para terça-feira OU na virada entre a sexta-feira e o sábado.
5) LOCAL DA EVOCAÇÃO: "É preciso procurar um lugar solitário e assombrado, tal como um cemitério freqüentado por maus espíritos, uma ruína temida, no campo, os fundos de um convento abandonado, o lugar onde foi cometido um assassinato, um altar druídico ou um antigo templo pagão."
(LEVI, 1995 - p 346)
6) VESTIMENTA: É preciso prover-se de uma roupa preta, sem costuras e sem manchas; um gorro ou capuz em tom de chumbo ornamentado com os signos da Lua, Vênus e Saturno. O mago negro deve também providenciar, um vasto arsenal, como se segue:
OBJETOS E ACESSÓRIOS
2 velas de sebo humano colocadas em candelabros de madeira negra cortados em forma de crescente lunar. (Implica acesso a uma vítima humana, um morto recente.)
2 coroas de Verbena.
1 espada mágica, de cabo preto.
1 ou A forquilha mágica.
1 fogareiro tripé (três pés)
Um vaso de cobre contendo o sangue da vítima (de quem se extraiu o sebo).
PERFUMES: Os perfumes são preparados para queima no fogareiro que fica no altar do círculo mágico. Na invocação do Demo, o operador deve levar uma caixa contendo incensos de cânfora, aloés, ambar-pardo e estorague, misturados e homogeneizados com sangue de bode, sangue de poupa e sangue de morcego.
4 Cravos tirados do caixão de um supliciado.
1 CABEÇA DE UM GATO PRETO alimentado com carne humana durante cinco dias.
1 MORCEGO morto por afogamento em sangue.
Os chifres de um bode que tenha sido seviciado pelo operador.
O crânio de um parricida.
A pele da vítima imolada, que forneceu sangue e sebo.
Assim paramentado e portando os objetos listados acima e estando no local, data e hora apropriados o operador, sozinho ou acompanhado de dois assistentes, deverá traçar o círculo mágico com a ponta da espada deixando uma ruptura ou "ponto de saída". A pele da vítima, cortada em faixas, devera ser disposta ao longo do círculo, formando um segundo círculo que será fixado com os quatro cravos do caixão de um supliciado.
DENTRO DO CÍRCULO, deverá ser traçado, também com a espada, um triângulo equilátero. Este triângulo devela ser pigmentado com o sangue da vítima. O fogareiro deve ser colocado no vértice do triângulo que estará voltado para o Norte. Na BASE DO TRIÂNGULO, serão traçados três círculos, que demarcam o lugar onde deve ficar o operador (no centro) e seus assistentes. Com o próprio sangue, atrás do seu círculo, o operador deverá traçar, o símbolo de Constantino - que é um grande "P" com o traço vertical cortado por um "X" (ver figura acima).
Nos pontos marcados pelos quatro cravos (pregos), fora do círculo, são colocados: a cabeça do gato, o crânio humano, os chifres do bode e o morcego. Tais objetos devem ser aspergidos com o sangue da vítima. Depois, acende-se o fogo usando ramos de amieiro e cipreste. As duas velas são colocadas à direita e esquerda do operador, no centro das coroas de Verbena. Feito TUDO ISSO! o operador pronunciará as fórmulas de evocação, que são várias. Por exemplo, a Evocação do Grande Grimório Dragão Vermelho:
Per Adonai Elohim, Adonai Jeova, Adonai Sabaoth, Metraton On Agla Adonai Mathom, vérbum pythónicum, mistérium salamándrae, convéntus sylphórum, antra gnomórum, doemónia Coeli Gad, Almousin, Gibor, Jehosua, Evam, Zariatnatmik - Veni, veni, veni.
A fórmula indicada por Eliphas Levi, embora pareça algo inventado pelo pesquisador, de fato, está registrada em inúmeros livros de magia negra, grimórios, manuais repletos de fórmulas espetaculares e de difícil execução. Nos dias atuais estas dificuldades são ainda maiores no que diz respeito à obtenção da maior parte dos "ingredientes".
Fica claro que um mago negro é alguém que tem de ser pervertido o suficiente para se permitir a prática das mais exóticas e inumanas aberrações e seu primeiro passo é tornar-se um assassino, posto que precisa de uma vítima humana para obter boa parte dos materiais que o pacto exige.
Supondo que este mago negro suje suas mãos cometendo o homicídio, ainda assim terá um exaustivo trabalho para conseguir elementos como gato, morcego, chifres de bode seviciado e o crânio de um parricida, coisa complicada porque não há parricidas mortos e conhecidos em pencas por aí.
A execução de uma "fórmula" como essa é tão complexa e arriscada que antes convida a desistir e esquecer uma empreitada que, se não fosse tão macabra, seria certamente a página apoteótica de uma crônica da "Magia Ridícula" e não é de admirar que o Diabo apareça para quem se preste a produção deste "espetáculo"; afinal, alguém que faz tais coisas, se não é louco, é quase; e a loucura pode engendrar todo tipo de alucinação inclusive a ilusão perfeita de uma visão de Satanás.

http://www.mortesubita.org
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03/01/2014

Yemanjá



Yemonjá, por presidir à formação da individualidade, que como sabemos está na cabeça, está presente em todos os rituais, especialmente o Bori.
É a rainha de todas as águas do mundo, seja dos rios, seja do mar. O seu nome deriva da expressão YéYé Omó Ejá, que significa, mãe cujo filhos são peixes. Na África era cultuada pelos egbá, nação Iorubá da região de Ifé e Ibadan onde se encontra o rio Yemojá. Esse povo transferiu-se para a região de Abeokutá, levando consigo os objectos sagrados da deusa, e foram depositados no rio Ogum, o qual, diga-se de passagem, não tem nada a ver com o Orixá Ogum, apesar de no Brasil Yemojá ser cultuada nas águas salgadas, a sua origem é de um rio que corre para o mar. Inclusive, todas as suas saudações, orikís e cantigas remetem a essa origem, Odó Iyà por exemplo, significa mãe do rio, já a saudação Erù Iyà faz alusão às espumas formadas do encontro das águas do rio com as águas do mar, sendo esse um dos locais de culto a Yemonjá.
Yemonjá é a mãe de todos os filhos, mãe de todo mundo. É ela quem sustenta a humanidade e, por isso, os órgãos que a relacionam com a maternidade, ou seja, a sua vulva e seus seios chorosos, são sagrados.
Yemonjá é o espelho do mundo, que reflecte todas as diferenças, pois a mãe é sempre um espelho para o filho, um exemplo de conduta. Ela é a mãe que orienta, que mostra os caminhos, que educa, e sabe, sobre tudo, explorar as potencialidades que estão dentro de cada um, como fez com os guerreiros de Olofin, mostrando o quanto eram bons nos seus ofícios, mas dizendo, ao mesmo tempo, que a guerra maior é a que travamos contra nós mesmos.
A energia de Yemanjá juntou-se a Orugan. Dessa interação nasceram diversos omo- Orixás e dos seus seios rasgados jorraram todos os rios do mundo. Yemonjá é a própria água, suas lágrimas transformaram transformar num rio que correu em direcção ao oceano. Portanto, não é por acaso que as lágrimas e o mar tem o mesmo sabor.
Dissimulada, e aridlosa, Yemonjá faz uso da chantagem afectiva para manter os filhos sempre perto de si. É considerada a mãe da maioría dos Orixás de origem Iorubá. É o tipo de mãe que quer os filhos sempre por perto, que tem uma palavra de carinho, um conselho, um alívio psicológico. Quando os perde é capaz de se desequilibrar completamente.
Yemonjá é a mãe que não faz distinção dos seus filhos, sejam como forem, tenham ou não saído do seu ventre. Quando humildemente criou, com todo amor e carinho, aquele menino cheio de chagas, fez irromper um grande guerreiro. Yemonjá criou Omulu, o filho e senhor, o rei da terra, o próprio Sol.
Características dos filhos de Yemonjá
São imponentes, majestosos e belos, calmos, sensuais, fecundos, cheios de dignidade e dotados de irresistível fascínio (o canto da sereia). São voluntariosos, fortes, rigorosos, protectores, altivos e, algumas vezes, impetuosos e arrogantes; têm o sentido da hierarquia, fazem-se respeitar e são justos mas formais; põem à prova as amizades que lhes são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérios. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das fazendas azuis e vistosas, das jóias caras. Eles têm tendência à vida sumptuosa, mesmo se as possibilidades do quotidiano não lhes permitem um tal fausto.
As filhas de Yemonjá são boas donas de casa, educadoras pródigas e generosas, criando até os filhos de outros (Omulu). Não perdoam facilmente, quando ofendidas. São possessivas e muito ciumentas.
São pessoas muito voluntariosas e que tomam os problemas dos outros como se fossem seus. São pessoas fortes, rigorosas e decididas. Gostam de viver em ambientes confortáveis com certo luxo e requinte. Põe à prova as suas amizades, que tratam com um carinho maternal, mas são incapazes de guardar um segredo, por isso não merecem total confiança. Elas costumam exagerar nas suas verdades (para não dizer que mentem) e fazem uso de chantagens emocionais e afectivas. São pessoas que dão grande importância aos seus filhos, mantêm com eles os conceitos de respeito e hierarquia sempre muito claros.
Nas grandes famílias há sempre um filho de Yemonjá, pronto a envolver-se com os problemas de todos, pois gosta tanto disso que pode revelar-se um excelente psicólogo. Fisicamente, os filhos de Yemonjá tendem à obesidade, ou a uma certa desarmonia no corpo. As mulheres, por exemplo, acabam por ficar com os seios caídos e as nádegas contidas e preferem os cabelos compridos. São extrovertidos e sabem sempre de tudo (mesmo que não saibam).


#Dia : Sábado

#Cores: Branco, Prateado, Azul e Rosa

#Alimento : Dibô

#Símbolo: Abebé Prateado

#Elemento : Águas doces que correm para o mar, Águas do mar


#Domínios : Maternidade (educação), Saúde mental e Psicológica 

#Saudação:Erù-Iyá, Odó-Iyá 
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