19/10/2014

Vodu



MISTÉRIOS DO VODU

Por Fernando Augusto Bento e Alexandre Farias

Maio é o período do ano mais ativo para os adeptos do vodu, pois é quando se intensificam o ritual e as magias em busca da “felicidade”.

Quando pensamos em vodu, sempre nos vem à mente bonecos sendo espetados por agulhas. Este conceito pode ser visto até mesmo em um recente comercial de TV, onde uma garota faz uma magia contra um rapaz lançando mão de uma prática vodu. Contudo, esse grupo religioso misterioso envolve muito mais que isso.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o vodu é praticado há mais de cem anos nos Estados de Louisiana e Mississipi. No Haiti, quase toda a população se envolve com o vodu – o país tem o voduísmo como religião oficial. Já no Brasil, o seu exercício foi veiculado com grande sincretismo, pois se misturou ao catolicismo nordestino e aos cultos afros.

O Fascínio pelo Oculto




O pesquisador Josh Macdowell atribui a busca pelo oculto à curiosidade humana, que conduz o homem ao esforço pelo conhecimento das coisas secretas, aquelas que parecem extrapolar os cinco sentidos. De fato, desde épocas remotas, o homem tem perseguido desvendar o oculto. Segundo comenta a psicóloga e professora universitária Any Lílian, “a busca permanente pelo oculto, em geral, é o que todos fazemos ao tentar alargar nossos conhecimentos, o que pode ser saudável, pois muito do conhecimento filosófico e científico construído pela humanidade se originou de ‘mistérios’ tidos como ocultos no passado, mas que estão desvendados no presente”.

Entretanto, o que temos diante de nós aqui é uma manifestação religiosa rigorosamente ocultista envolvendo elementos que, para muitos, não passariam de lendas religiosas de filmes de terror. Serpentes, fetiches, zumbis, cemitérios e outros itens dão conta de atrair a atenção dos pesquisadores ao “mundo vodu”. O que pretendemos nesta matéria não é promover o voduísmo, mas reportar seus mistérios e crenças exóticas, esclarecendo e informando nossos leitores.

O Voduísmo no Haiti




O termo vodum ou vodu, como chamamos, teve sua origem no Oeste da África, num reino chamado Daomé, atualmente conhecido como Benin.Com a escravidão no século 19, os nativos de Daomé foram capturados e levados para que fossem trocados por armas e alimentos por mercadores europeus, o que os levou a se estabelecer em muitas partes das Índias Ocidentais e no Haiti. Como na época a igreja católica demorou a constituir um clero que pudesse batalhar pela religião cristã no Haiti, esta ausência prolongada deu aos escravos a oportunidade de combinarem a sua religião, o vodu, com o catolicismo, formando um denso sincretismo (mistura) religioso. Diz-se que 95% dos haitianos são católicos e 100%, adeptos do vodu. Tanto é assim que, às vezes, é difícil determinar onde acaba o catolicismo e começa o voduísmo.

O presidente haitiano, Jean Bertrand Aristides, ex-padre católico, declarou, em abril de 2003, o vodu como religião oficial do país. Com essa posição do governo, os casamentos realizados no vodu passaram a ser aceitos e considerados oficiais, tendo valor religioso, como ocorre com as demais religiões ao redor do mundo.

Contudo, apesar da proeminência voduísta no país, existe também um trabalho missionário cristão que tem incomodado o sossego desse grupo. O fundador da Missão Evangélica do Norte do Haiti, Jean Berthony, promove anualmente uma campanha evangelística no país, o que tem gerado bons resultados. Numa dessas ocasiões, as autoridades locais proibiram o seu trabalho, declarando que a cruzada evangelística do pastor Berthony teria sido a responsável por expulsar todos os espíritos vodus do país durante um tempo.

Mas a importância do vodu no Haiti ultrapassa o âmbito religioso. O turismo haitiano tem explorado o voduísmo com afinco. A ministra do turismo, Martine Deverson, disse: “Hoje em dia existe uma consciência maior do patrimônio cultural do Haiti, e o vodu, apesar de freqüentemente ser confundido com magia negra, pode ser fator de atração para os visitantes”.

A Adoração no Voduísmo




Como em muitas religiões, o vodu também possui um templo. Mas o que caracteriza o santuário é uma coluna chamada poteau-mitan. Localizada no centro do templo, essa coluna é considerada sagrada pelos seguidores e é em sua volta que as cerimônias de comunicação com as divindades são realizadas. Ao redor da poteau encontram-se desenhos decorativos chamados vevers. São representações heliográficas de diversas entidades adoradas no vodu. Aliás, entidades é que não faltam no vodu, que possui um grande panteão.

Os nomes das divindades se alteram, dependendo da região onde o ritual é praticado, mas a maioria dos adeptos dessa prática considera o panteão que veio do Oeste africano. As entidades desses panteões, por muitas vezes, são consideradas pelos adeptos como espíritos de pessoas que já morreram, homens que tiveram importância dentro da comunidade religiosa, príncipes ou sacerdotes. Esses espíritos levam o nome de loas, e podem ser classificados em entidades de dois grupos:

• Rada: entidades transmitidas por Daomé.
• Petros: entidades que, ao longo do tempo, infiltraram-se na prática religiosa vodu.

Segundo a crença vodu, as manifestações dos grupos petros e rada têm personalidades e sensibilidades definidas e procuram sempre seguir uma família específica de adeptos. Outras divindades são públicas, manifestando-se em qualquer pessoa.

Hungans e Mambos




A maioria das religiões possui líderes que conduzem seus cultos e rituais. No vodu isso também existe, e são conhecidos por hungans. A mulher também tem a sua participação, porém, a terminologia a ela conferida é mambo.

Existem algumas informações que apontam o voduísmo como uma religião matriarcal, na qual a mambo é conhecida também como rainha, porém, é o hungan que preside o hunfort, o santuário religioso. O sacerdote vodu possui várias posições: atua como curandeiro, adivinho e exorcista. Nas comunidades em que se observam a falta do sacerdote a mulher toma a frente, sendo considerada a maior autoridade religiosa.

Boneco Vodu




Sem dúvida, o boneco vodu é o primeiro elemento que vem à mente dos leigos quando se fala em voduísmo. Tal objeto é empregado para invocar os poderes dos deuses do vodu e recebe o nome de fetiche, que significa feitiço. O fetiche é confeccionado por quem irá realizar o trabalho de magia e, enquanto é feito, a pessoa tem de mentalizar os objetivos que quer alcançar com o ritual e “transmitir” sua energia ao boneco. O fetiche deve ser feito com a semelhança anatômica de uma pessoa: cabeça, tronco e membros. Partes indispensáveis para a “eficácia” da magia são os órgãos genitais masculinos ou femininos. O boneco precisa ser batizado com o nome da pessoa que irá representar e, geralmente, é feito de massa de modelar, pano ou outro material.

Segundo as sacerdotisas, tais bonecos são feitos para realizar o bem, para se alcançar prosperidade e curas. O que a pessoa precisa fazer é perfurá-los com espetos ou alfinetes. Mas na prática as intenções nem sempre são essas.

Zumbis




Outro elemento do culto vodu é o zumbi. O cinema norte-americano popularizou esses “personagens” em seus filmes. Todavia, os seguidores do vodu dizem o seguinte: “Aquilo que o cinema mostra é totalmente diferente do que é feito na prática vodu. Os zumbis não são pessoas mortas, como divulga o cinema”.

Na verdade, segundo os ensinos vodus, o processo para se chegar a ser um zumbi é feito por meio de ervas que contêm substâncias capazes de deixar a pessoa em um estado de “morto-vivo”. Para o médico Carlos Alberto Serafim, especialista em cardiologia, esses compostos de ervas deixam o batimento cardíaco mais lento. As ervas utilizadas pelos sacerdotes têm a capacidade de dilatar as pupilas, fazendo a pessoa perder a sensibilidade à luz e deixando-a em um estado de transe, o que facilita o processo de ritual feito pelo sacerdote, uma vez que o candidato torna-se totalmente manipulável.

O pesquisador e antropólogo do museu botânico da universidade de Harvard, Estados Unidos, Wade Davis, que se envolveu com a sociedade secreta do Haiti, foi procurado há algum tempo por dois psiquiatras que acreditavam existir uma poderosa droga capaz de transformar uma pessoa em zumbi. Davis explicou o seguinte:

“O ritual se dá por meio da magia negra [...] a vítima tem todo o indício de morte aparente, quase não respira, tem a pele fria, quase não tem pulsação e, mesmo assim, está viva”.

Isto se deve ao fato de a pessoa ficar horas sem oxigenação no cérebro, o que reduz o seu nível de consciência. O curioso é que entre os componentes da fórmula utilizada pelos feiticeiros podem ser encontrados narcóticos, tetradotoxina, veneno neurotóxico e até veneno de rãs.

Magia do Bem ou do Mal?

Apesar de tudo isso, existe uma certa militância por parte de alguns voduístas em insistir que a magia vodu trabalha para o bem. No vodu, a idéia de distinção entre a magia do bem e do mal é difundida com esmero, pois a sacerdotisa ou o sacerdote geralmente recusa-se a realizar magia negra que, segundo eles, se destinaria apenas aos bokors – oficiantes do ritual com fins maléficos. Assim, hungans e mambos realizam rituais para o “bem” e os bokors, para o mal.

Analisando algumas manifestações afro-brasileiras, vemos que existe também uma grande preocupação em não macular sua prática religiosa, a fim de que seus conceitos e propósitos não sejam confundidos. Os umbandistas, por exemplo, se esforçam em pregar que sua religião desenvolve magias voltadas para o bem, enquanto que a Quimbanda, para o mal. Todavia, ao verificarmos as práticas observadas pelos dois segmentos, constatamos que seus elementos ritualísticos são rigorosamente idênticos. Por exemplo, as oferendas com sacrifícios de animais e os toques dos tambores e danças são partes peculiares dos cultos afros. Semelhantemente, isso ocorre também no Candomblé, onde a prática de sacrifícios de animais é “exigida” pelas entidades por ocasião das possessões dos espíritos.

Rótulo diferente, Embalagem igual

Como o leitor pode perceber, o nome vodu, em relação a algumas manifestações afros, pode até ser diferente, mas os fundamentos principais expressados em suas práticas não são tão estranhos assim, quando comparados com as práticas exercidas nas macumbas, independente da linha a que pertencem: Umbanda, Quimbanda, Candomblé... onde os fetiches do vodu são substituídos pelos patuás.

Até o sincretismo do voduísmo com o catolicismo do Haiti pode ser claramente enxergado no Brasil por meio dos cultos afros. Podem-se alterar os nomes, mas as castas espirituais são as mesmas: orixás africanos e santos católicos dividem os mesmos altares. Se no vodu o lado da “esquerda” existe, no Brasil temos a Quimbanda. Tal como no voduísmo, nos cultos afro-brasileiros também são feitos “trabalhos” em cemitérios e oferendas em cachoeiras, encruzilhadas, etc. Aliás, muitas iniciações da Quimbanda são feitas em cemitérios. Enquanto no vodu confeccionam-se fetiches batizados com o nome da pessoa que se almeja atingir, nos cultos afro-brasileiros costuram-se as bocas dos sapos com o nome da pessoa dentro. O vodu pede um período de preparo para os iniciados, no Candomblé o iniciado deve se preparar por alguns meses. Os pais e mães-de-santo possuem os mesmos atributos dos hungans e das mambos.


Cerimoniais Vodu




Geralmente, as cerimônias são realizadas no período noturno. Fazem parte do ritual: bebidas de rum, frutas e jarros de barros. As bebidas e comidas são erguidas e oferecidas aos loas, para invocá-los. No intuito de alegrar essas entidades, os voduístas lhes oferecem também sacrifícios de aves, porcos, galinhas, bodes e afins. Após as oferendas com danças, os loas possuem os corpos de seus súditos. É interessante que nas possessões os indivíduos não possuem consciência daquilo que fazem e, conseqüentemente, não se lembram de nada após o término do ritual.

No vodu, mais ou menos como ocorre na Umbanda, as danças em volta da ponteau-mitan são de suma importância, pois servem para se obter a espiritualidade: as pessoas que se envolvem com a dança são mais rapidamente possuídas. Para cada divindade existe um tipo de música, instrumento e ritmos específicos, segundo o gosto de cada loa, que exige que tudo seja purificado e consagrado para o ritual. Na Umbanda, os atabaques também são consagrados para fazer que os orixás de Aruanda e Orum se manifestem.

As serpentes também fazem parte de alguns cerimoniais. No ritual chamado mambo, o réptil é retirado de um cesto e posto bem próximo do rosto da sacerdotisa que, ao tocar no animal, recebe, supostamente, visão especial e poderes sobrenaturais.

Segundo a crença vodu, os primeiros homens criados eram cegos e foi justamente a serpente que conferiu visão à espécie humana.

O Feitiço do Zumbi



Dentro do sistema de crenças vodus, o zumbi é um dos feitiços mais temidos. Muito mais do que a magia dos bonecos. O bokor, praticante de magias e feitiços, possuído por uma entidade chamada Baron Samedi, fornece as diretrizes para a pessoa que deseja praticar a magia. O “cliente” tem de ir ao cemitério, à meia-noite, e ali apresentar ofertas especiais às divindades. Dali, ele deve tomar um punhado de terra para cada pessoa que deseja matar (esta é considerada uma magia negra para a morte). Após pegar a terra, o praticante deve espalhá-la pelos lugares em que suas vítimas costumam passar. Depois, retira algumas pedras de um túmulo, as quais servirão como instrumentos para realizar o designo maligno. Quando o praticante joga a pedra na porta da casa da pessoa para qual a magia foi direcionada, a vítima começa a adoecer e a emagrecer, chegando à morte em um curto espaço de tempo.

Mas, segundo a crença vodu, o feitiço pode ser desfeito. Se por acaso esta pessoa for diagnosticada a tempo de que recebeu o tal feitiço, ela deve procurar um hungan rapidamente para retirar-lhe a magia e expulsar os maus espíritos.

Biblicamente, sabemos que o crente não precisa se preocupar com feitiços de nenhuma espécie, por mais assustadores que sejam. A palavra de ordem para que o cristão não seja alvo destes e de outros dardos do diabo é temer a Deus: “O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra” (Sl 34.7). Em nossas vidas, a maldição sem causa não se cumpre (Pv 26.2).

Um Homem com Duas Almas

O s haitianos praticantes do vodu acreditam que o homem possui duas almas:

Gros bon ange: cuja tradução é: “grande anjo bom”. Essa alma, segundo acreditam os haitianos, tem a capacidade de sair do corpo enquanto a pessoa dorme. E, se não retornar, a pessoa morre.

Petit bon ange: traduzido quer dizer “pequeno anjo bom”. Essa alma, segundo crêem, protege e guia o adepto. Quando a pessoa morre, ela permanece por alguns dias guardando o corpo. Somente após um período de nove dias, contando a partir do sepultamento, é realizado um ritual para afastá-la.

Como a reencarnação faz parte da crença vodu, seus praticantes acreditam que a petit bon ange se transforma em algum objeto ou animal, geralmente uma grande serpente. Após a transformação, se os rituais de sacrifícios e cerimônias, sob a responsabilidade dos parentes, forem negligenciados, a vingança da petit bon ange se volta contra eles.

Aos interessados em saber mais sobre vodu e crenças ocultas, segue uma relação de obras interessantes e alguns sites:

• Dicionário de religiões, crenças e ocultismo, de Nichols & Mather, Editora Vida, 2000.
• O império das seitas, de Walter Martin, Editora Betânia, 1993. 
• Entendendo o oculto, de Mcdowell & Stewart, Editora Candeia, 1996.
• Os fatos sobre os espíritos guias, de Ankerberg & Weldon, Chamada da Meia-Noite, 1996.
• www.icp.com.br – Instituto Cristão de Pesquisas.
• www.cacp.com.br - Centro Apologético Cristão de Pesquisas.






http://www.icp.com.br/
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13/10/2014

O Lado Negro de Silent Hill



A história diz que a Konami, em busca de um game para combater a série Resident Evil, saiu a procura de um bom enredo para concretizar o seu jogo. Centenas de enredos chegaram ao escritório da produtora, porém, nenhum agradou o produtor Keiichiro Toyama, que na sua ânsia de derrotar a série da Capcom, iniciou uma saga pesquisando histórias de terror do mundo todo. Terminou por encontrar uma lenda de uma cidade dos EUA, chamada Centralia. 

 Toyama, instigado, resolveu investigar mais essa sinistra história e enviou representantes da Konami dos EUA visitar as cidades vizinhas à Centralia, com objetivo de desmembrar esses impressionantes e assustadores relatos que ocorreram naquele lugar. A investigação rendeu muitos frutos, entre eles, um diário, comprado pela bagatela de 10 mil dólares de um dos moradores do distrito de Ashland, J. S. Manson, um comerciante que confessou ser de um parente desaparecido, morador de Centralia em 1960. O diário era um caderno de capa-dura de couro, bastante velho e desgastado, com as letras “H. Manson” marcados no canto inferior direito da capa.




 O diário, segundo um dos membros da Equipe de Toyama, (que preferiu ficar no anonimato para evitar um possível processo), relatava histórias terríveis e assustadoras que atormentaram toda a equipe de produção do game, até mesmo, os mais incrédulos. Um pouco diferente da protagonizada por Harry no primeiro game, o diário expõe as preocupações de um pai com sua filha menor frente aos acontecimentos sinistro que estavam ocorrendo na cidade. O diário ia de encontro com as lendas locais que a equipe da Konami recolheu junto aos moradores das cidades que rodeiam Centralia. 

 De acordo com o Anônimo, ex-membro da Konami, o diário tinha mais de 354 páginas datadas. Mais de 132 delas eram apenas “acontecimentos rotineiros” que Manson registrava. O diário é continuação de um outro diário ao qual eles não tiveram acesso. Tudo muito tranquilo, até que algo de bizarro começa a acontecer na cidade e então os elementos tão marcantes visto no Game começam a aparecer nas palavras de Manson. O mais assustador, talvez, seja o escurecimento repentino que ocorria na cidade e o que acontecia a seguir. Manson, conta desesperado em uma das páginas que, em certo dia de Agosto de 1960 (17 ou 18 de agosto), a cidade simplesmente ficou completamente as escuras, 11 e 45 da manhã. O Sol sumiu e os moradores não sabiam o que havia ocasionado tal fenômeno. Manson era uma pessoa muito religiosa e temeu o pior. Percebe-se em seu relato que o mesmo pensava que se tratava do “fim dos tempos”. Agarrou sua filha e correu para dentro de casa, permanecendo quase todo dia e noite dentro de um pequeno santuário construído em uma das salas da sua casa. De lá, disse que ouviu gritos o tempo todo e um grande temor pela sua vida e de sua filha. Quando a luz do Sol surgiu novamente, Manson narra que saiu as ruas para verificar o que ocorrera. Enfim, descobriu que muitas pessoas, entre eles vizinhos e parentes simplesmente desapareceram.




 As autoridades locais tentaram abafar o caso, apesar da insistência de populares querendo explicações lógicas para o evento. Depois disso, tal fenômeno começou a ocorrer com certa frequência, sendo que Manson sempre tomava as mesmas medidas: ao inicio do escurecer, resgatava sua filha menor e corria para dentro do pequeno santuário, ficando lá até a luz do Sol brilhar do lado de fora. 

 Manson fala, dias após o inicio desses eventos, que irá se mudar, que não suporta mais aquilo e que as pessoas estão desesperadas e o número de desaparecidos estava crescendo, enquanto as autoridades lutam para que a história seja restringida ao olhar do público da Pensilvânia. Manson suspeita de magia negra, conspira contra o xerife, contra o prefeito e todos que desconfia. 

 Uma das partes mais assustadoras do diário, a penúltima página, é o relato de Manson sobre algo incomum que ocorreu durante a repetição do evento sombrio. Quando começou a escurecer, 21 de Abril de 1961, por volta das 10 e 32 da manhã, Manson faz o mesmo procedimento: corre e pega sua filha que está no quintal de casa nos braços e se esconde no pequeno santuário. Atordoado, Manson diz que rezava quando escutou a voz de um primo, na porta da sua casa, grunhido, parecendo um pedido para abri-la. Seu primo havia desaparecido em um desses macabros acontecimentos meses atrás e Manson fica na dúvida se abre ou não a porta. Resolve então espiar pelo vão da porta do santuário. A sua porta parece receber golpes do “tal primo”, tamanho era o tremor que apresentava. Manson, preocupado imaginando que não é o seu primo que está na porta, decidi sair do Santuário e dar uma espiadinha pela janela da sala. Foi o seu erro! No lado de fora estava o seu primo, no entanto, não da forma como o conhecia. Ele era uma criatura completamente retorcida, parecia estar amarrado com uma espécie de metal que perfurava e atravessava diferentes regiões do seu corpo. Totalmente dilacerado, a figura se debatia e golpeava com o tronco a porta da sua casa. E o pior: não estava só! Na rua, em frente em sua casa, haviam outras criaturas. Na esquina, corpos empalados queimavam ainda vivos. O cenário apresentado era um “inferno” versão Centralia. Manson ficou tão assustado que desmaiou de imediato. Acordou com sua filha beliscando o seu rosto. Manson escreve a sua ultima página dizendo que está muito doente, que há algo estranho, que não consegue esquecer o que viu e que teme não consiga salvar a sua filha desse fim…. e aparentemente não conseguiu, já que de Manson e sua filha, nada mais se sabe além da ultima página do diário.

 Segundo o autor da acusação Anônimo, o diário ainda existe e está sob o poder de Toyama. O autor também fala sobre a superstição de Toyama com o diário que virou uma espécie de amuleto da sorte para o produtor. 



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02/10/2014

Orbs: O que são, fotos, vídeo. Mais: Aprenda a diferenciar fantasma de poeira!



Um orb é um círculo que pode ser translúcido ou opaco, geralmente branco, que aparece em fotografias. Pode aparecer somente um ou vários. É um fenômeno relativamente novo que surgiu junto com as máquinas digitais. Assim como são registrados em fotos, são registrados também em vídeos. Uma variante dos orbs são os Rods, que são cilíndricos com aletas nas laterais. Falarei mais deles em um post exclusivo.

Afinal, o que são os Orbs?

Orbs seriam fantasmas. Veja quantos nessa foto tirada
no cemitério.
Você tirou uma foto onde apareceu um orb, mas afinal, o que significa isso? O que é o orb que apareceu na foto? Depende, pois pode ser tantas coisas! Primeiro vou falar das teorias sobrenaturais, e no próximo tópico, das explicações naturais.

Fantasma: muitos defendem que são espíritos de pessoas mortas.

Seres Elementais: quando o orb tem cor, como laranja, verde e roxo, dizem que são os elementais da natureza. Elementais são habitantes do mundo invisível aos olhos humanos, que vivem num mundo e universo próprios, com suas leis, filosofia, objetivos e modo de vida totalmente particular. São como espíritos que possuem ligação direta com os elementos da natureza. Essas criaturas são por isso, chamadas de espíritos da natureza, uma vez que elas vivem em contato permanente com a fauna e flora, as quais têm a missão de defender.

Extraterrestres: orbs também são capturados em vídeos, e muitos dizem que são sondas ufológicas explorando nosso planeta.

Existem outras. As acima citadas são as mais famosas.

A ciência explica os Orbs

Orb para a ciência nada mais é do que partículas suspensas no ar, como poeira, umidade, pó de carvão etc. Não importa a foto, 100% são explicadas por isso. Faça o teste você. Pegue um tapete, chacoalhe ele no ar e tire uma foto com a câmera digital. Provavelmente você capturará diversos orbs.

Veja que o formato não é circular
O ufólogo Claudeir Covo fez um estudo com Orbs e concluiu que o orb sempre será circular quando o diafragma  da câmera estiver totalmente aberto. Se o diafragma estiver ligeiramente fechado, o orb terá a forma da quantidade de palhetas do diafragma, que pode ser tetragonal, pentagonal, hexagonal, etc… Saiba mais lendo este artigo: Orbs, Rods e Covos

Esses orbs são resultado de partículas de carvão suspensas no ar. Já pensou se fossem fantasmas??? Eu heim!
Já esses orbs são gotas de chuva
E finalmente esses, que são nada mais que poeira
Como tirar foto de um Orb?

Curioso para tentar capturar um orb em suas fotos? Existem alguns pré-requisitos para conseguir fotografá-los:

O uso de câmera digital e flash é essencial
para conseguir capturar um orb
- Usar uma Máquina Digital. Fotos onde aparecem orbs em máquinas de rolo são extremamente incomuns.

- Usar o Flash. Muitas teorias tentam responder porque o flash. É claro que para orbs naturais, como poeira e chuva, essas partículas vão refletir a luz emitida pelo flash. Agora, quando o orb é uma entidade sobrenatural, é comum dizer que elas não tem massa, portanto não se sabe como eles podem refletir a luz. Uma das teorias diz que essas entidades estão em um espectro eletromagnético não visível aos nossos olhos, mas capturados pela câmera digital, como o ultravioleta e o infravermelho.

Algumas dicas básicas, para evitar capturar elementos naturais que venham a ser confundidos com orbs ou outras manifestação sobrenaturais:

- Nunca  fumar nem permitir que alguém fume se estiver para tirar fotos, a fumaça do cigarro com o flash poderá parecer uma manifestação ectoplasmática.

- Não segure mais nada nas mãos além da câmera

- Tire a correia da câmera ou a pega, (também cabelos) pois se sem querer forem para a frente da lente, o flash fará parecer manifestações

- Em tempo frio, suspenda a respiração quando tirar as fotos, o vapor da respiração quente poderá contaminar a foto. (aqui em São José do Rio Preto-SP vai ser difícil acontecer isso!)

- Cuidado com os dedos em frente à objectiva

- E principalmente, mantenha as lentes limpas!!!

Como saber se o Orb que apareceu na minha foto é sobrenatural ou natural?

Orb com círculos concêntricos
internos geralmente são poeira
Não existe um método 100%, mas analisando diversas imagens, pesquisadores geralmente enquadram os orbs sobrenaturais como:

- Os círculos devem ser opacos, sólidos. Se forem círculos translúcidos, provavelmente é natural. Se tiver múltiplos círculos internos, também deve ser poeira.

- Serem brancos ou de alguma outra cor sólida. Quando são coloridos, geralmente são associados a elementais.

Um ou poucos círculos por foto. Se aparecer um monte de círculos, provavelmente é partícula suspensa no ar.

- Se for brilhante e mostra um efeito de vibração dentro da foto. Muitas vezes você consegue ver como que um rosto dentro dele!

- Se ele tiver um pequeno rastro. Tome cuidado e veja o ângulo da trilha, pois se for de cima para baixo, pode ser gotas de chuva.

De acordo com as regras ao lado, esses orbs tem explicação natural: ambos devem ser uma partícula de poeira
Os vários orbs nessa foto são de origem natural. Deve ser poeira levantada pelos carros que passam na estrada. Veja que são translúcidos e existem dezenas na foto.
Agora, veja esse. É opaco, tem um brilho e vibração, um pequeno rastro e está sozinho na foto. É um orb sobrenatural. Será o fantasma de alguém que está enterrado no cemitério?
Nesta foto, também vemos um orb sobrenatural. Veja que é sólido e tem uma trilha atrás dele.
Outra foto de orb sobrenatural. Opaco e com rastro, além de serem só dois na foto.
Esses orbs coloridos geralmente são associados a elementais. Observe que são sólidos, tem brilho e tem um rastro.
Orbs Registrados em Vídeo

Os Orbs também são capturados em vídeos. Abaixo podemos ver um orb gravado em San Antônio, Texas, nos dias 17 de março de 2012. Uma mulher estava filmando o horizonte quando vê flutuando o que ela achava ser uma pena, mas pelo padrão de voô viu que não era. Ela então tira sua câmera do tripé e começa a seguir o ORB, que fica andando pelo jardim e depois decola para o céu e some. É uma filmagem bem interessante. No final tem uma nova filmagem de vários outros ORBs.

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Nesta outra, estavam filmando com o celular as fortes ondas numa praia australiana no dia 11 de novembro de 2012 causadas por uma tempestade, e então notaram a presença de um orb verde, fixo em um local, que parecia se aproximar e distanciar, até que por fim, desaparece.

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E abaixo, o mais espetacular registro em vídeo feito de um orb. É um trecho do documentário "Fantasmas em Flagrante", que passou na GNT a muitos anos atrás e eu gravei, que mostra a filmagem mais espetacular de um ORB já realizada. A filmagem foi feita pelo pesquisador Steve Lee nos anos 90, em um local conhecido como "Floresta Negra".


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DVD Intrusos no Céu

Tenho disponível na Loja do blog um DVD interessante falando sobre Orbs. Sinopse:

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Um mistério atravessa décadas: o que seriam estes estranhos corpos flagrados em filmes e fotos em todo o mundo? A este enigma se soma o registro, por telescópio, de estruturas de tamanho descomunal em órbita da Terra, que não são catalogadas pela NASA.

Um fenômeno vem intrigando os estudiosos: é cada vez maior o número de minúsculos corpos flagrados acidentalmente por fotógrafos amadores em todo o globo, que receberam o nome de rods e orbs. Alguns dizem que são meras aberrações óticas dos instrumentos, mas o fato é que sua aparência – ora alados, ora esféricos – e forma de vôo excluem esta possibilidade na maioria dos casos. Intrusos no Céu trata deste enigma e de outro ainda mais complexo: as filmagens feitas com telescópio de estruturas artificiais de tamanho monumental em órbita da Terra, que não são admitidas por nenhuma agência espacial, nem mesmo a NASA.


Estrategistas militares dos Estados Unidos garantem que são estações orbitais armadas com dispositivos nucleares e destinadas a proteger o país de ataques estrangeiros – resquícios do programa Guerra nas Estrelas de Ronald Reagan. Outros especulam que seriam mega satélites preparados para proteger a Terra de agressões alienígenas. Embora nenhum governo aceite tratar do assunto, as filmagens são inequívocas e preocupantes. Neste novo documentário do premiado produtor Jose Escamilla você verá imagens espetaculares e inquietantes (são dele também O Grande Desafio da Humanidade, A Verdade Sobre a Lua e Luna).


Destaques:


Entrevistas com fotógrafos que registraram rods em várias partes do mundo e com os pesquisadores que analisaram as evidências.

Filmagens espantosas de rods no céu, em cavernas e até em lagos, deixando claro que não podem ser meras aberrações óticas.

Gravações feitas com telescópio de estruturas de grandes proporções orbitando o planeta Terra, possíveis armas secretas de Guerra.

Contém EXTRA: Aprenda você também a registrar rods com câmeras fotográficas e de vídeo.





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