24/02/2016

Perispírito - O que é e qual sua Função?



Definição, Origem e Natureza 

 O perispírito é uma condensação do fluido cósmico universal em torno de um foco de inteligência, ou Alma. 
 É o envoltório semimaterial do Espírito e o laço que une o Espírito à matéria do corpo. 
 Se diz que o perispírito é semimaterial porque pertence à matéria pela sua origem (Fluido Universal) e à espiritualidade pela sua natureza etérea. Por sua natureza e em seu estado normal o perispírito é invisível, porém, ele pode sofrer modificações que o tornem perceptível e até tangível, ou seja, possível de ser visto e tocado. 

 O Espírito extrai seu perispírito dos elementos contidos nos fluidos ambientais de cada mundo, de onde se deduz que os elementos constitutivos do perispírito variam conforme os mundos. A natureza do perispírito está sempre em relação ao grau de adiantamento moral do Espírito, portanto, conforme seja mais ou menos depurado o Espírito, seu perispírito se formará das partes mais puras ou mais grosseiras do fluido peculiar ao mundo onde ele venha encarnar. 

 Propriedades do Periespírito 



 O perispírito não se acha encerrado nos limites do corpo, como numa caixa. Pela sua natureza fluídica, ele é expansível, irradia para o exterior e forma em torno do corpo uma atmosfera que o pensamento e a força de vontade podem dilatar com maior ou menor intensidade. Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica a dos fluidos do mundo espiritual, ele os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido. 
 Atuando esses fluidos sobre o perispírito, este, a seu turno, reage sobre o organismo material com o qual se acha em contacto molecular. Se os eflúvios são de boa natureza o corpo ressente uma impressão salutar; se são maus, a impressão é penosa. Se são permanentes e enérgicos, os eflúvios maus podem ocasionar desordens físicas; não é outra a causa de certas enfermidades. Em virtude de sua natureza etérea, o Espírito propriamente dito não pode atuar sobre a matéria grosseira, sem intermediário, isto é, sem o elemento que o ligue à matéria. 

 Principais propriedades do perispírito 

 Visibilidade: Por meio de uma espécie de condensação o perispírito, que normalmente é invisível, pode tornar-se perceptível à vista. 

 Tangibilidade: Pode, o perispírito chegar a adquirir as propriedades de um corpo sólido e tangível, conservando, porém, a possibilidade de retomar instantaneamente seu estado etéreo e invisível. 

 Transfiguração: Admite-se que o Espírito pode dar ao seu perispírito toda a aparência que desejar, isto opera-se por uma mudança no aspecto geral da fisionomia ou por uma aparência luminosa. Isto pode ocorrer com o perispírito de uma pessoa desencarnada, como no de uma pessoa encarnada, não isolada do corpo, mas irradiando-se ao redor do corpo de maneira a envolvê-lo, como um vapor, poderá mudar de aspecto, se tal é a vontade do seu espírito. Um outro espírito que esteja desencarnado, combinando seu fluido com o de um outro que esteja já encarnado pode-lhe substituir a aparência. 

 Bi-corporeidade: O Espírito de uma pessoa encarnada recobra parte se sua liberdade, isolando parcialmente do corpo, seu perispírito adquirindo momentaneamente a tangibilidade, aparece em outro local, tornando-se presente fisicamente em dois lugares ao mesmo tempo e mostrando-se com todas as aparências da realidade. Neste estado, o corpo físico não estará jamais num estado normal, estará mais ou menos extático. 
EXTÁTICO = “aquele que está em êxtase" 

 Penetrabilidade: Matéria nenhuma lhe opõe obstáculo, ele atravessa todas, como a luz atravessa corpos transparentes. 

 Emancipação: Durante o sono ou desdobramento mediúnico ele se liberta do corpo físico, ficando assim unido a esse pelo conhecido cordão de prata. 


 Funções do Periespírito

 O perispírito é o organismo que personaliza e individualiza o Espírito e o identifica quanto à aparência. A alma após a morte jamais perde sua individualidade. Ela comprova essa individualidade, apesar de não mais possuir o corpo material, e o perispírito guarda a aparência de sua última encarnação. É através dele que um ser abstrato como é o Espírito se torna um ser concreto, definido e apreensível pelo pensamento. 

 Molde do corpo físico 

 Pode-se dizer, que ele é o esboço, o modelo, a forma em que se desenvolve o corpo físico. Ele é também o MOB (Modelo Organizador Biológico). É na sua intimidade energética que se agregam as células, que se modelam os órgãos, proporcionando-lhes o funcionamento.

Princípio das Comunicações 

 Para atuar na matéria, o Espírito precisa de matéria. Como já foi dito, em virtude de sua natureza etérea, o Espírito, propriamente dito, não pode atuar sobre a matéria grosseira sem um intermediário que o ligue a essa matéria. Esse intermediário, que nós chamamos de perispírito, nos faculta a chave de todos os fenômenos espíritas de ordem material. Portanto, o perispírito é o órgão de manifestação utilizado pelo Espírito nas comunicações com o plano dos espíritos encarnados. 

 Sede da memória e sensibilidade 

 É comum encontrarmos alguns autores espíritas que confundem alguns atributos do Espírito como sendo do perispírito. A sede da memória é um deles. Segundo Kardec, o Espírito é quem possui a sede da memória, pois ele é o ser inteligente, pensante e eterno. Sem o Espírito, o perispírito é uma matéria inerte privada de vida e sensações. A mesma coisa se dá quando nos referimos à sede da sensibilidade. É o Espírito quem ama, sofre, pensa, é feliz, triste, ou seja, é nele que residem todas essas sensações ou faculdades. O perispírito é apenas o órgão que transmite todas essas sensações e acumula as energias oriundas dos pensamentos, sentimentos, emoções, etc. 

 Portanto o perispírito, é um instrumento a serviço do Espírito. 

 Como sabemos, ao pensar criamos a energia mental. Os sentimentos e as emoções também criam energias específicas, toda energia é matéria e por serem matéria ficam retidas no perispírito. Em resumo, o perispírito é matéria, não pensa nem tem memória. Pensar e ter memória, são atributos do Espírito. 

Órgão sensitivo do Espírito

 O Perispírito é o órgão de transmissão de todas as sensações do Espírito. O Corpo recebe uma sensação que vem do exterior, o Perispírito que está ligado a esse corpo transmite essa sensação e o Espírito, que é o ser sensível e inteligente a recebe. E vice-versa: quando o ato é de iniciativa do Espírito, o Perispírito transmite e o Corpo executa. 

 Abaixo, figura que explica como se dão as comunicações entre os seres. 

 COMUNICAÇÃO DE DESENCARNADO PARA ENCARNADO 

 O INVERSO PODE OU NÃO OCORRER 

 COMUNICAÇÃO DE ENCARNADO PARA ENCARNADO 

 O INVERSO PODE OU NÃO OCORRER 


 COMUNICAÇÃO DE DESENCARNADO PARA DESENCARNADO 

 O INVERSO PODE OU NÃO OCORRER 

 Os órgãos do Perispírito 

 Pela simples observação do corpo físico, pode-se deduzir que o Perispírito possui, também, algo semelhante a órgãos, isto é, aglomerados de moléculas, cuja configuração especial é destinada à execução de funções determinadas. 
 Tais aglomerados moleculares, evidentemente, são apropriados ao funcionamento na vida extra física, promovendo a captação e assimilação de energias e fluídos necessários à sua manutenção, captação e assimilação, que se processam de modo, essencialmente, diverso da vida física 
 Não podem, por isso mesmo, ser iguais aos órgãos do corpo denso, mas determinam, pelas linhas de força que os caracterizam, a conformação e distribuição funcional destes últimos, os quais, naturalmente estão adaptados, pela evolução biológica, à execução e às suas funções específicas. 

 Os órgãos do perispírito podem ser lesados pela ação desordenada ou maléfica da mente do indivíduo e pelos seus atos. 

 Lembremos o que o autor espiritual André Luiz relata no livro Nosso Lar, quando é acusado de ter sido suicida por ter provocado em seu organismo desequilíbrios que culminaram com seu desencarne. 

 Sabemos que todo desequilíbrio provocado em nosso corpo devido a nossa conduta inadequada, seja ela mental( irritabilidade, cólera, tristeza) seja os maus hábitos( gula, drogas, cigarro , alcoolismo, consumo de carnes, produtos industrializados quimicamente alterados), provocará desarmonia em nosso perispírito pois este funciona como uma espécie de esponja, absorvendo a lesão orgânica. 

 Portanto as enfermidades provocadas ou agravadas pelo vício, permanecerão em nosso corpo espiritual, por longos períodos após a morte , requerendo tratamento no plano espiritual e muitas vezes só serão sanadas em outra encarnação, por um processo inverso, onde o perispírito lesado plasmará no novo corpo uma falha, uma fragilidade, vez que o perispírito é o molde do corpo físico. 

 A pessoa poderá apresentar no órgão correspondente uma enfermidade ou uma pré-disposição mórbida resultado de sua própria conduta passada ( Lei de ação e Reação ).

Vejamos o que ocorre conosco quando acendemos um cigarrinho despretensiosamente para dar aquela relaxadinha. 




 Pela Lei da afinidade atraímos os semelhantes. 

 Sabemos que os espíritos ao desencarnarem conservam os mesmos hábitos e necessidades dependendo de sua condição evolutiva (Livro dos Espíritos), até que pelo próprio esforço, consigam vencê-los. 

 Sabemos que o espírito não pode atuar na matéria sem um intermediário. ( Livro dos Espíritos e Livro dos Médiuns.) 

 Assim, atraímos para nós estes irmãozinhos que como nós possuem as mesmas necessidades e todas as vezes que sentirem vontade de fumar, se encostarão em nós e nos induzirão ao fumo, daí passamos a manter não só o nosso vício mas a sustentar o vício dos desencarnados. 

 Passamos a sentir as suas sensações com tanta mais intensidade quanto mais sensível mediunicamente formos. Podendo até e é bastante comum absorver os fluidos do seu pesrispírito desarmonizando o nosso. 

O autor espiritual Joseph Gleber no livro Medicina da Alma nos traz informações valiosa em relação ao uso do tabaco. 

 O tabaco, o álcool e as drogas envenenam as reservas vitais obstruindo os centros de forca que as distribui. 

 A nicotina e o alcatrão, de forma mais atuante, corroem a própria matéria etérica (energia vital) formando buracos semelhantes as bordas queimadas de um papel, facilitando assim os distúrbios que comprometem o equilíbrio psicofísico do ser humano.
E continua... O duplo etéreo (formado pela plexos energéticos onde circula a energia vital) funciona como um manto protetor ou uma tela eterizada que impede o contato com entidades maléficas do mundo espiritual, atuando como defesa contra investidas mais intensas destes espíritos. 
O fumo, o álcool, a maconha e outras drogas bombardeiam a constituição etérica, criando verdadeiras brechas por onde penetram estes invasores, facilitando os processo obsessivos. Ainda no mesmo capitulo o autor explica a ação do fumo obstruindo os canais energéticos com repercussão no sistema circulatório e nervoso por disfunção dos chácaras. 

 Apesar do cigarro, do álcool, do consumo de carnes serem socialmente aceitos e até incentivados pela mídia é importante saber seus malefícios tanto para a saúde física como espiritual. 

 http://holisticocromocaio.blogspot.com.br/
Leia Mais

14/02/2016

Ciclopes


Os ciclopes (do grego antigo Κύκλωψ, "olho redondo", de κύκλος, transl. kúklos, 'círculo', e ωψς, transl. ṓps, 'olho') eram, na mitologia gregagigantes imortais com um só olho no meio da testa que, segundo o hino de Calímaco, trabalhavam com Hefesto como ferreiros, forjando os raios usados por Zeus

Os ciclopes podem ser divididos em dois grupos de acordo com o tempo de existência: os ciclopes antigos (ou primeira geração) e os ciclopes jovens (nova geração)


Eles aparecem em muitos mitos da Grécia, porém com uma origem bastante controversa. De acordo com sua origem, esses seres são organizados em três diferentes espécies: os urânios, filhos de Urano e Gaia, os sicilianos, filhos do deus dos mares Poseidon, e os construtores, que provêm do território da Lícia


Os Urânios


Arges, Brontes e Estéropes são considerados os ciclopes mais antigos, descendendo de Urano e Gaia. Diz a lenda que, ao nascerem e por causa de seus enormes poderes, seu pai Urano, senhor dos céus, trancou-os no interior da Terra com seus irmãos, os hecatônquiros, gigantes de cem braços e cinquenta cabeças. Gaia, encolerizada por ter os filhos presos no Tártaro, incita-os a apoiar a guerra travada por cinco dos seis titãs, também seus filhos com Urano, a fim de tomar o trono do pai que, à época, governava o céu. Os titãs vencem, porém os ciclopes são enviados novamente para o abismo do Tártaro.

Por vezes, Zeus, assim como seus irmãos Posidão e Hades, libertava os ciclopes com a intenção de tê-los como aliados na guerra contra Cronos e os titãs. Os ciclopes, como bons ferreiros, forjaram armas mágicas e poderosas para Zeus e seus irmãos: Zeus recebera raios e relâmpagos, Posidão, um tridente capaz de provocar terríveis tempestades, e Hades, o Elmo do Terror, que lhe dava invisibilidade .
Tempos depois, quando os ciclopes já eram considerados ministros de Zeus e seus ferreiros permanentes, o grande deus percebeu uma ameaça no médico Asclépio, filho do deus Apolo. Asclépio, por meio de muito estudo, conseguiu fazer ressuscitar os mortos. Então, para que isso não causasse qualquer impacto com a ordem do mundo, Zeus decidiu exterminá-lo.Transtornado e ofendido com a ira de Zeus sobre seu filho, Apolo decidiu matar os ciclopes que fabricavam os seus raios . Há indícios de que não foram os ciclopes que morreram pelas mãos de Apolo, mas sim seus filhos.

Os Sicilianos
Essa raça é retratada nos poemas homéricos como gigantescos e insolentes pastores fora da lei, os quais habitavam a parte sudoeste da Sicília. Não se importavam muito com a agricultura e todos os pomares cultivados naquelas terras eram invadidos por eles, quando procuravam por comida. Registra-se que, por vezes, comiam até mesmo carne humana. Por este motivo, eram considerados como seres que não possuíam leis ou moral, morando em cavernas, cada um deles, com sua esposa e filhos, os quais eram disciplinados de forma bastante arbitrária pelos mesmos.
Ainda segundo Homero, nem todos os ciclopes possuíam apenas um olho no centro da testa, entretanto Polifemo, que era considerado o principal dentre todos os outros, esse sim tinha apenas um olho em sua testa.
Homero ressalta, ainda, que os ciclopes descritos em seus poemas não serviam mais a Zeus e desrespeitavam o grande deus.

Outro mito sobre os Sicilianos
Segundo Virgílio e Eurípedes, os ciclopes eram assistentes de Hefesto e trabalhavam dentro dos vulcões junto com o deus, tanto no monte Etna, na Sicília, como em outras ilhas mais próximas. Os dois filósofos não os descreviam mais como pastores, mas como ferreiros que trabalhavam para os deuses e heróis, forjando suas armas. O poder dos ciclopes era tão grande que a Sicília, e outros locais mais próximos, conseguiam ouvir o som de suas marteladas quando trabalhavam na forja. Acredita-se que o número de ciclopes tenha aumentado, segundo os poetas, e que sua moradia tenha sido remanejada para a parte sudeste da Sicília .
Diz-se que essa nova raça de ciclopes nasceu do sangue do deus Urano que espirrou sobre a Terra, Gaia. Entretanto, Polifemo não era filho de Urano e Gaia, mas de Posidão com a ninfa Teosa.Há, ainda, um mito sobre os ciclopes mais jovens, ou nova geração. Tais ciclopes eram, também gigantes e tinham um olho em suas testas, porém, diferentemente das raças anteriores, eram pastores e viviam em uma ilha chamada Hypereia, conhecida entre os romanos como a Sicília. Foi exatamente um desses ciclopes, Polifemo, que Ulisses encontrou quando de sua viagem de regresso à Ítaca, seu lar .

Terceira Espécie
Diz-se que há, ainda, uma terceira raça de ciclopes, denominados construtores, provenientes do território da Lícia. Esses possuíam grande poder físico e não eram violentos. Seus trabalhos eram muito pesados e nenhum humano conseguiria realizá-lo tão facilmente. Suspeita-se de que esses ciclopes sejam os responsáveis pela construção das muralhas das cidades de Tirinto e Micenas.

https://pt.wikipedia.org
Leia Mais

© Dállia Negra - 2016 | Template feito por: Adorável Design | Imagens de ícones e imagem do cabeçalho por: Jaque Design