A "arte" do Desmembramento
Robert- François Damiens
Robert-
François Damiens (9 de janeiro de 1715 - 28 março de 1757) foi um camponês francês acusado de atentar contra a vida do rei Luís XV em 1757, o que culminou numa notória e controversa execução pública. Damiens foi a última pessoa a ser executada na França de acordo com métodos que incluíam tortura e esquartejamento. Em 5 de janeiro de 1757, enquanto o rei entrava em sua carruagem, Damiens o atacou com uma faca, causando apenas uma ferida superficial. Damiens não tentou fugir, sendo logo apreendido. Ele foi, então, torturado e forçado a dizer quem eram seus cúmplices no atentado e quem o havia mandado. O interrogatório não teve sucesso. Ele foi condenado por Parricídio (um atentado contra o pai -Luís XV se considerava o pai de todos os franceses) e setenciado a tortura e esquartejamento por cavalos na Praça de Grève. (Wikipédia)
'Robert le Diable' (Ele ganhou o apelido de 'Roberto, o Diabo')
A Gazeta de Amsterdã do dia 1 de abril de 1757 narra a execução do condenado Robert - François Damiens, em grandes detalhes. O local de execução seria a porta da frente da Igreja de Paris, onde seria conduzido “em um carro, desnudo, apenas de camisa, segurando uma vela acesa pesando duas libras, desde ali até a Praça de Grève”. Lá chegando, o colocaram sobre um "platíbulo", uma espécie de plataforma de madeira, para começar a sua morte lenta.
Primeiro, com tenazes (alicates) esquentadas no fogo alto, arrancaram seus mamilos e continuaram arrancando pedaços de carne. Retiraram grandes pedaços nos braços, coxas e pernas, ou seja, em áreas onde havia mais gordura. Sua mão direita, aquela que segurou a faca utilizada no regicídio, foi colocada sob um fogo que ardia em enxofre, e nos lugares onde foram removidos os pedaços de carne eles derramaram uma mistura de chumbo derretido, óleo fervente, cera de breu fervente e enxofre fundidos. Em seguida, seu corpo seria esquartejado por quatro cavalos. Seus membros e o resto do corpo seriam consumidos pelo fogo, reduzidos a cinzas, e estas, jogadas ao vento.
Rei Luís XV
Esta foi a sua sentença de morte, porém, como relatou o Diário de Amsterdã, esta operação revelou-se muito demorada, pois os cavalos amarrados a seus braços e pernas, com o objetivo de desmembramento, não teriam força suficiente para tal, pois se tratavam de cavalos que possuíam apenas o hábito de puxar carroças. Então, ao invés de quatro cavalos, foram amarrados seis (os outros dois cavalos foram amarrados, um na cabeça e outro na cintura do condenado). Infelizmente, mesmo os seis cavalos não foram suficientes. Não houve alternativa senão cortar os nervos e as articulações das pernas e braços, para facilitar o trabalho dos cavalos.
“Após o uso das pinças, Damiens, que gritava muito, apesar de não liberar nenhum palavrão ou juramento, baixou sua cabeça e olhou seu corpo ferido. O mesmo carrasco que utilizou as pinças pegou uma panela e preencheu abundantemente, com a mistura fervente, cada ferida do condenado. Eles então amarraram as cordas que seriam amarradas nos cavalos, ao que restou de seus braços, pernas e coxas. Naquela época, o secretário, o Sr. Le Breton, se aproximou para perguntar se ele tinha algo a dizer. Damiens disse que não. Ele apenas repetia em seu tormento: Desculpe, meu Deus! Apesar de todos os seus sofrimentos, muitas vezes levantou a cabeça e olhou corajosamente para o céu como se buscasse algo".
O carrasco Samson, aquele que usou o alicate, depois de três tentativas terminou com seu cavalo deitado no chão, exausto. Aproximando-se com uma faca, ele cortou as articulações das pernas e do tronco. Os cavalos voltam a puxar e conseguem arrancar as pernas, a direita primeiro, a esquerda depois. Os carrascos fizeram o mesmo com os braços, sendo estes arrancados no mesmo sentido das pernas. Primeiro o direito, depois o esquerdo.
Um fato curioso é que no dia seguinte, um cão estava dormindo no local onde o corpo foi incendiado e voltou para dormir lá todos os dias. Todo mundo falava que o animal havia escolhido este lugar como o local mais quente do mundo.


A magia, antigamente chamada de Grande Ciência Sagrada pelos Magos, é uma forma de ocultismo que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando, assim, um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades internas espirituais e ocultas do Homem, até que este tenha o domínio total sobre si mesmo e sobre a natureza.
"A vontade, o amor e a imaginação são poderes mágicos que todos possuem, mas só aquele que sabe a maneira de desenvolvê-los e servir-se deles de um modo consciente e eficaz é um verdadeiro Mago."
João Ribeiro Júnior
Realmente tortuoso. Excelente matéria
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